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Thiago's Blog

  • Dá!

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    Alguém já cantou por aí: “te ver e não te querer é improvável, é impossível”. Pois bem, está aí uma das verdades mais básicas e inerentes ao ser humano; aquilo que as crianças, ainda de colo, expressam com uma simples palavrinha de duas letras: Dá!....

    Dá! Dá! Dá! É o que queremos, na verdade é só o que queremos, receber, ganhar, lucrar, e por aí vai. Nossa impulsividade, a ânsia de possuir, ainda que o alheio, perpassa nossa existência e coexistência. Pense bem, vamos lá, não seja cínico. Hipócrita! E não faça essa cara de quem comeu e não gostou, é com você mesmo que eu estou falando!....

    Bom, verdade seja dita, nem todas as pessoas são assim. Há aquelas, que por medo, respeito, coerção ou seja lá o que for, refreiam esse desejo de dizer DÁ! Claro que não posso afirmar que são mais felizes que nós, que já nos conscientizamos desse “espinho na carne”, como nos diria São Paulo. Afinal, vivem confinadas dentro de si mesmas, lutando incansavelmente para vencer a tentação de possuir as belas pernas torneadas da mulher alheia, ou o charme sedutor do marido alheio. Deliram em suas fantasias de dizer: DÁ!; e ouvir: TOMA!....

    Por que não são como nós? Por que agonizam-se dentro de si, se é certo que esse desejo é eterno? Dizem elas que têm uma tal de consciência, que as orienta sobre o que fazer, como agir, diante da sociedade. Creio mesmo é que essa “talzinha” aí quer mesmo é mandar nessas pobres almas sedentas de satisfazer seu desejo.....

    Ops! Quem é você? O que? Mas eu já não dei cabo de ti faz tempo? Não! Não quero te ouvir. Me deixe!....

    Desculpe-me. Era a minha consciência querendo levantar do túmulo.....

  • A louca face do poder

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    Louca? Sem dúvida alguma! Afinal, quem ousaria fazer coisas tais? Quem se arriscaria a destruir, perseguir, caluniar e, por que não dizer, matar aqueles e aqueles que se colocam no seu caminho e ameaçam sua existência milenar e “pacífica”? Desvairada! Insana!....

    Quem pode resistir a sua investida mortal? Atrai os opositores com destreza e singeleza, os envolve com seus doces, saborosos e incomparáveis prazeres que não há ser humano que o possa resistir. Como te quero e te desejo, mas como te odeio e desprezo. Com repulsa íntima te anseio a quilômetros de distância, mas como o fogo da paixão que incendeia e alimenta o ser apaixonado te busco cada vez mais e mais perto.....

    És minha perdição! Se tão somente pudesse ficar longe de ti e de todos os que te adoram, poderia eu sobreviver, viver em paz. Mas como fazê-lo? Para onde olho lá estás refletida nos olhos brilhantes de teus devotos. Maldita! Quando me olho pelas manhãs no espelho, lá estás também.....

    Quero me ver longe de ti! Meu Deus, não há jeito de me livrar dela? Nomeio-te louca, para que todos saibam que és. Não és simplesmente a louca face do poder. Tens nome, conhecido e muito bem sabido, desprezado, às vezes, inominado, porém, profundamente compartilhado por toda essa raça humana.....

    É tu, inveja! Surripia-nos a sanidade e engendra em nós seu veneno fatal que deturpa, engana, envolve e mata. És tu, inveja! A partir de hoje quero que saibas que não viverei mais para ti, nadarei contra a maré, serei um renegado, um foragido da tua lei. Agonize mesmo, escória putrefata. Já não te amo mais, já não te quero mais, sou livre de ti! Viverei de bem comigo, de bem com os outros. Me alegrarei com o que tenho, e, também, com o que não tenho.....

    A partir de hoje: viverei!

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