Alessandra Leão voz, pandeiro, caxixis e composições
Caçapa arranjos, producao musical e guitarra de 12 cordas.
Juliano Holanda guitarra de 6 cordas e vocal
Rodrigo Samico guitarra de 7 cordas e vocal
Carlos Amarelo Ilú, tama, triângulo, tamborim e vocal
Guga Santos Ilú, tama e vocal
Homero Basílio Ilú e caxixis
01. Varanda – Mistura de coco de roda com um gênero só identificável por especialistas, o baianado alagoano. Conta Alê: “É música para abrir o disco, o sorriso, para cantar e para deixar o vento fazer a sua parte”. Os trançados polifônicos das guitarras de 6, 7 e 12 cordas armam uma trama hipnótica, auxiliadas pelos efeitos de tremolo que já abrem o disco numa profissão de fé do que vem pela frente: o tramado dos três tambores de religião (os ilús) com as profaníssimas guitarras elétricas.
02. Boa Hora – Ainda que a melodia ecoe cantorias de viola, o samba de roda se impõe tanto no ritmo quanto na inconfundível estrutura harmônica circular típica do recôncavo baiano - que se encontra tanto em gravações da década de 1920 quanto em hits do “Gera Samba”. Alê: “É uma daquelas músicas que nos deixam mais felizes”. Alessandra canta aqui com profundeza ancestral a letra do parceiro Juliano Holanda que ela musicou. Podia ela ter 80 anos ou 30. Não tem idade, não tem tempo, não tem um agora e um passado. É ainda há, a amparar a força do seu canto, a delícia do sotaque tão absolutamente particular de Recife.
03. Bom Dia – “Eu só queria fazer uma música de amor!”, e fez. Para Caçapa, parceiro de disco, shows, composições, filho e vida, nessa mistura suave de samba de coco com, mais uma vez, o baianado alagoano. Nunca soou tão doce sua voz.
04. Atirei – Escrita em parceria com Caçapa, a música fala “do medo e tensão constante em que vivemos em cidades como Recife ou tantas outras em que a população vive acuada por conta da violência”. Dividindo os vocais, o canto falado de Jorge Du Peixe, velho amigo da Nação Zumbi. O ritmo mistura coco de roda com o maracatu de baque virado que a mesma Nação estilizou e revelou ao Brasil nos anos 90.
05. Fogo – “Fogo nem sempre destrói, ele às vezes renova, transforma. Já tinha começado a escrever essa letra, quando o escritor Mário Hélio me recomendou o poema de João Cabral (Estudos para uma Bailadora Andaluza). Terminei a música logo depois de ler esse poema e ouvindo a música ..Coisas da Casa’ do gaúcho Arthur de Faria”.
As participações da colombiana Victoria Sur e da argentina Florencia Bernales (que assina a versão em espanhol), ecoam, cada uma, sua respectiva tradição de canto, e jogam a canção para o mundo. Não por acaso: o ritmo, em compasso de 12/8, remete tanto às tradições africanas quanto a uma infinidade de gêneros da América Hispânica (zamba, chamamé, chacarera etc)
06. Luzia, Rainha do Baianá / Tombo do Navio – “Conheci essas músicas no disco do grupo ‘Baianas do Coqueiro Seco’ (selo Mundo Melhor, de Alfredo Bello). Já escuto a música de alguns grupos de baianas alagoanas há muitos anos e essas duas músicas estão entre as preferidas”. Na tradição das Baianas, só as mulheres cantam, acompanhadas por instrumentos de percussão. Nessa versão, os companheiros de cidade e geração China e Jr. Black fazem o coro, subvertendo a tradição de coros femininos. A guitarra no clima quase hardcore que faz a base ajuda no sutil estranhamento, realçado pelo canto de Alê, mais ancestral do que nunca.
07. Trancelim – Mais um samba de roda bem no clima do recôncavo baiano, e outra parceria com Caçapa: “É a minha visão do universo feminino; festivo, decidido, forte e delicado ao mesmo tempo”. Com um arranjo pop seria uma forte candidata a hit em qualquer rádio “popular” do Norte ou Nordeste.
08. Andei – Coco de roda no clima da Zona da Mata pernambucana (o coquista Zé de Teté é a referência mais próxima) é, curiosamente num disco tão de “raiz” como esse, a única música que tem um instrumento acústico de corda: a viola de Hugo Linns. Que também assina a (mais uma) trama contrapontística do arranjo junto com Caçapa. Andei / Não corro mais / Cada passo que eu dou / Me leva, diz a letra que, de alguma forma resume o disco. Cada passo que eu dou faz o seu giro / Muda o sentido, onde eu vou?.
09. Partilha – Obra-prima da delicadeza em letra, música, interpretação, harmonia e arranjo, a frágil canção de Juliano Holanda fala de separação com rara singeleza. O ritmo de coco de roda é quase diluído pelos ecos de diferentes gêneros de música africana - na guitarra pilotada pelo próprio Juliano e nos tamas (também conhecidos como talking drums).
10. Vou me Balançar – “Há tempos que queria gravar uma música de Zé Neguinho do Coco, com quem cantei algumas vezes. Fiquei muito feliz com esse arranjo”. É um coco de roda bem ao estilo do Recife (“diferente, portanto, dos da Mata Norte”). As guitarras com slide dão o tempero.
11. Ai, Dendê – “Aprendi a cantar esse samba chula com o falecido Mestre Quadrado, da Ilha de Itaparica - quando estive lá gravando o material para o Dossiê do Samba de Roda do Recôncavo Baiano, em 2004. Ele tinha uma forma única e encantadora de cantar a chula e de tocar o pandeiro”. As guitarras começam flertando com o rock, mas acabam abraçando com total entrega as guitarradas do Pará. Já o coro feito pela própria Alessandra lembra os sambas cariocas da turma de Pixinguinha, Donga e as tias baianas.
12. Chave de Ouro – “Porque toda história precisa ter um encerramento! Essa é minha primeira parceria com o paulistano Kiko Dinucci, um dos melhores compositores que conheci recentemente, e que também canta aqui”. Os conterrâneos e velhos amigos radicados em SP Maurício Alves (ex Mestre Ambrósio) e Mestre Nico (Jr. Barreto) assumem os ilús para chamar os Orixás e encerrar o disco com, justamente, chave de ouro.
Influences
Música Brasileira, Música Africana e Música da América Latina.
Alessandra Leão é percussionista, compositora e cantora. Participou da fundação do grupo Comadre Fulozinha , sendo esse seu primeiro trabalho profissional. Nesses 12 anos atuando mercado musical, teve o privilégio de trabalhar ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Silvério Pessoa, Zé Neguinho do Coco, entre outros...
Desde 2004, idealizou e coordena o projeto coletivo Folia de Santo, que se propõe a compor músicas baseadas nas tradições ligadas ao “catolicismo popular”. O CD homônimo foi lançado em dezembro de 2008, durante as gravações do DVD homônimo.
Em 2006, Alessandra deu início ao seu trabalho autoral, com o elogiado Brinquedo de Tambor. Produzido e arranjado em parceria com o violeiro, compositor e arranjador Caçapa. O CD “Brinquedo de Tambor” entrou para a lista dos 10 melhores discos de 2006 do Prêmio Urirapuru, da revista gaúcha “O Dilúvio”; e em janeiro de 2008 teve duas músicas recomendadas no playlist do músico americano David Byrne.
Em 2007, foi uma das selecionadas no Programa Rumos Itaú Cultural , na cartilha Mapeamento.
Participa do Admiral Recife , fundado a convite do projeto Era Iluminada – Mangue Beat (Sesc Pompéia -SP), ao lado de nomes como Jorge Du Peixe, Siba, Dengue, Canibal, Júnio Barreto, Lia de Itamaracá, entre outros. Em 2009, foi convidada para participar do Festival Carnaval de Las Artes, em Barranquilla, Colômbia.
Dois Cordões, o segundo CD solo, foi produzido com patrocínio da Petrobras através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a apartir da seleção no Programa Petrobrás Cultura, e dá continuidade à parceria com Caçapa. O seu lançamento está previsto para outubro de 2009 em quatro capitais do Nordeste – São Luiz, Fortaleza, Salvador e Recife.
DOIS CORDÕES - O CD
Em meio à recente explosão de jovens cantoras cool, urbanas, muitas delas centradas no samba carioca, três anos atrás saltou aos ouvidos de alguns privilegiados o disco de estréia da pernambucana Alessandra Leão, Brinquedo de Tambor.
Ao invés de polimento, suavidade ou as sonoridades mais hype, o CD da ex-integrante do Comadre Fulozinha gritava sua aspereza, revelando também uma surpreendente compositora, com um raro frescor no manejo da música tradicional do litoral e Zona da Mata nordestina. O paralelo mais imediato para situar as referências seria o amigo Siba e sua Fuloresta do Samba, que também escondem por trás de sonoridades ancestrais uma radical atualidade.
Mas o disco de estréia, ainda que farto em contrapontos e usando algumas guitarras, ainda era um tanto reverente às tradições de que se apropriava. Pois neste novo CD - Dois Cordões, a coisa amadureceu como se décadas, e não anos, houvessem passado.
Nele, a idéia de arranjo e sonoridade (obra do produtor/arranjador/instrumentista Caçapa) é inseparável do resultado final: uma combinação 100% inédita dos timbres de três guitarras elétricas (de 6, 7 e 12 cordas), em camas quase nunca harmônicas, mas sim complexamente polifônicas. Tecidos sonoros que devem tributo tanto aos estudos eruditos europeus de contraponto e fuga quanto a escuta atenta dos mestres da música africana, igualmente polifônica e não-harmônica.
E essa meticulosa rede de vozes instrumentais é alicerçada à terra não por acaso por um místico (e mítico) trio de ilús: tambores de pela utilizados nos terreiros de Xangô (como é conhecido o candomblé em Pernambuco). E a moldura do disco é essa. Pouco mais, pra dar molho: um pandeiro aqui, caxixis ali, talking drums, güiro, ganzá, eventuais coros.
Só que nada disso seria mais do que curioso ineditismo se, sobre essa tessitura, não flutuasse como ave rara a voz de Alessandra. Uma voz por vezes doce e jovial, por vezes crestada numa alegria ancestral que ecoa essa gente simples dos interiores de Norte e Nordeste, gente que canta porque não sabe não cantar. Essa gente humilde e feliz, feliz de uma felicidade muitas vezes incompreensível para urbanos e/ou sulistas.
Mas do que fala essa voz? Sobre o que escreve essa compositora única, que abre as asas sobre o chão de terra e paira sobre o mundo, sobre sentimentos universais, sobre dramas de qualquer cidadão do planeta? Fala de (ser) par, de dualidade, de chegadas e de partidas. Fala de Ogum e de Iemanjá. De amor e violência, fogo e mar, tradição e contemporaneidade. África e América, elétrico e acústico.
Tensão e festa.
Fala de gente.
E é essa, acima de tudo a força desses Dois Cordões. É um disco de gente. Gente falando de gente.
Data Local do Evento 13 nov 2009 CIRCO VOADOR - RIO DE JANEIRO - 16 nov 2009 PORTO ALEGRE/RS - Opinião - Segunda Maluca 20 nov 2009 STUDIO SP - São Paulo/SP
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ORQUESTRA C. OLINDA E EDDIE JUNTAS NO PALCO 09 jan 2010 Mercado Eufrásio Barbosa - OLINDA-PE
Hola hola Alessandra! Gracias por convertirte en mi nueva amiga! Ponte en contacto conmigo cuando quieras para platicar y poder conocernos mejor, para mi sera un gustazo. Esta es mi pagina de amigos pero tambien soy un cantautor asi que espero que puedas dar una vuelta por mis otras paginas para escuchar algo de mi musica o ver algun video vale? Quien sabe si te gustara, pero bueno, igual la comparto contigo jeje Un beso guapa!
Ricardo Almorza
www.ricardoalmorza.com (Official Website) myspace.com/ricardoalmorza (for Friends) myspace.com/artistalmorza (Music) myspace.com/fansricardoalmorzauruguay (NEW Fan site Uruguay)
Oye si no te importa paso dejandote el link a mi nuevo sencillo en video pues lleva poco tiempo en youtube y me encantaría saber lo que piensas vale? Otro Beso!
Oi Alessandra Leão! Muito obrigado por ter aceito o convite! Admiro muito o seu talento. Conheça um pouco do meu trabalho. É maravilhoso através do MySpace ampliar nossos horizontes fazendo bons amigos e tão talentoso na música como você. A música para mim sempre teve um valor muito especial. Muita Saúde e Paz! Abraços e bjs.
Hi my friend, Here my new song "Unforgettable" hope you love... and don't forget Epsilon's World cannot exist without you so don't hesitate to leave comment if you like a lot :) Welcome to the Epsilon's World... Friendly Epsilon You can find my album here www.cykxincorp.com
Bonjour mon ami, Mon nouveau morceau "Unforgettable" j'espère te faire encore rever... et n'oubli jamais de soutenir ma musique en faisant un commentaire si tu aimes vraiment car le monde d'Epsilon ne peut exister sans toi:) Amicalement Epsilon tu peux acheter mon album ici www.cykxincorp.com
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Olá !!! Muito obrigado por fazer parte dos meus amigos aqui em meu espaço e muito boa sorte pra você!!! Fique a vontade pra ouvir todas as canções do meu terceiro CD: Ebulição de Idéias, ver os vídeos de shows e tudo que quiser, ta bom?! O CD tem a participação do Zé Geraldo na música (S.O.S) e tem também uma canção em homenagem ao Maluco Beleza, Raul Seixas (Um Canto Para Raul), Além da música "Essência Oculta" que foi trilha Sonora de um filme(TV Cultura) do Grande Cineasta Hermano Penna. Grande abraço do César Di.
Alessandra, querida. Amo, amo seu trabalho. Apresento sempre às pessoas queridas, para que compartilhem o amor que dá ao ouvir sua harmonia. Entrei aqui hoje e fiquei pasmo com as músicas novas, você continua brilhante. Agradeço por isso. onde acho esse cedê?
GRANDE PRAZER !!! JÁ CONHECIAMOS O TEU TRABALHO E GOSTAMOS MUITO !! MUITO MASSA !!! FIQUE AVONTADE PRA MANTER CONTATO E DAR O TOK DO QUE ESTÁ ROLANDO E OU VAI ROLAR ! GRANDE ABRAÇO DE NATAL-RN E POSITIVIDADES >>>