Alexandre Nero - voz, violões
Gilson Fukushima - guitarra
Fábio Cardoso - piano
Junior Congo - baixo elétrico
Coelho Rocha - Percussão
Val Ofílio - bateria
Influences
Cordel do Fogo Encantado, Los Hermanos, Mika, Marcelo D2, Rappa, Os Trapalhões, TV Pirata, Limp Biskit, Metallica, Martinho da Vila, Skol, Antonio Fagundes, Zeca Pagodinho.
Alexandre Nero e a Maquinaima homenageia Chico Science
“Modernizar o passado é uma evolução musical”, com esse texto sampleado na voz do próprio Chico Science e com imagens dele projetadas ao fundo do palco é que a banda Maquinaíma dá início à uma bela e recompensadora visita à obra do autor pernambucano.
Celebrar a importância da curta obra de Chico Science e compreender seu impacto nas esferas musical, política e histórica são alguns dos objetivos desse projeto.
Foi à partir de uma iniciativa do SESC da Esquina (Curitiba-PR) em promover o projeto Memória Musical, onde escalou a banda Nero e a Maquinaíma para fazer uma releitura da obra do compositor. O que era para ser apenas uma apresentação se tornou em algo mais. O grupo gostou tanto do resultado, que incorporou o projeto para levá-lo adiante.
O grupo não queria se ater à lugares óbvios e comuns, e para isso fez uma vasta pesquisa não só sobre a música, mas também sobre a vida do homenageado. A banda quis saber quem foi Francisco de Assis França antes de se tornar Chico Science. Onde viveu, o que lia, que filmes via, o que ouvia: O que pensavam e pensam seus amigos, sua família: Era isso que interessava ao grupo, para que o que fosse apresentado ali não fosse apenas um show musical, mas sim um retrato da obra, do passado e das influências que vieram na mochila e nas antenas do “caranguejo com cérebro”.
Por isso “I fell good”, de James Brown, vira uma música incidental na canção “um Passeio no mundo Livre”, pois Brown foi uma das grandes referências internacionais de Chico, assim como quando gravou “Todos estão surdos” de Roberto Carlos.
A fidelidade da marca registrada na diversidade de ritmos das alfaias proposta pelo pernambucano, inicialmente cogitada pelos integrantes do Maquinaíma durante a criação dos arranjos para a homenagem, foi logo descartada a favor de releituras que mostrassem os diversos caminhos a que as composições de Science poderiam ser levadas. “Queríamos colocar nas músicas um elemento que ele não trabalhasse e, durante nossos estudos, percebemos que a complexidade harmônica não era uma característica comum nas canções. Então, o pianista Fabio Cardoso foi convidado para assim podermos destacar mais os arranjos harmônicos”, explica Nero.
O resultado, de acordo com o músico, são versões mais “cantadas e bonitas” do que rítmicas. Além disso a presença cênica, elemento marcante nos show do Maquinaíma, deixa claro a que veio, como no momento em que Nero se dirige à platéia em primeira pessoa, e conta da reação de Science ao primeiro contato que teve com a idéia do Mangue beat, e logo após, numa projeção lançada ao fundo do palco, escritos explicando ao público que na verdade o depoimento que Nero acabara de falar era de Renato L, o jornalista e amigo de Chico, e também um dos principais responsáveis pela concepção do Mangue beat.
Um show surpreendente até para os fãs de Chico Science, pois levar a arte de Chico adiante é “modernizar o passado”.
TRIO QUINTINA estará tocando no Rio Scenarium de quarta a sábado (11 a 14 de novembro) às 19h. No repertório clássicos da MPB temperados com nossas influências em releituras bem originais, além de composições próprias de vários de nossos cds já lançados.
Veja Entrevista que dei para o Programa “Repertório Independente”, onde eu falo de minha carreira, minha história e apesar de estar bastante gripado, ainda canto algumas canções.
Para ver este e vários outros vídeos meus no youtube, entre no link abaixo: