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ARABIANDO
Choros, Canções e Poesias
Sem derramar uma lágrima sequer, um choroso canto tipicamente urbano, e brasileiríssimo, vem chegando de mansinho. Começam a sussurrar um violão, um bandolim e um cavaquinho, trançados entre si por uma deliciosa sutileza. E num bate-papo informal, começam a se chegar mais sete cordas e um pandeiro atrevido. Entre improvisos e convenções, a roda vai se formando aos pouquinhos, e costura-se um encontro entre delicadeza e ritmo, que seduz em cheio ouvidos, alma e coração. É de alegria que se faz esse choro, esse chorinho brasileiro. E é dessa fundamental fonte que bebe o grupo Arabiando.
Desde 2002, o Arabiando – cujo nome é inspirado num choro do compositor paulista Esmeraldino Sales – vem trabalhando de forma bastante particular esse gênero que tão bem representa o espírito musical do nosso povo. Utilizando o choro como a espinha dorsal que vai delineando o caminho das suas canções, o Arabiando consegue tecer uma sonoridade bem peculiar, que reúne elementos típicos do gênero, ao mesmo tempo em que estabelece diálogos com outras vertentes musicais. E é através desse caminho, e devido à natureza mestiça e eclética típica do choro, que o grupo também lança mão de elementos da música popular brasileira, como a bossa, o frevo, o baião, a ciranda, o maracatu; além de se utilizar da liberdade jazzística como instrumento de improvisação adequado para os diálogos instrumentais que vão se desdobrando entre as cordas. O resultado é uma música, antes de tudo, brasileira em sua essência, independente do gênero a ser explorado.
É a partir deste trabalho que o grupo encontra o suporte necessário para traduzir uma linguagem musical tão fascinante, com um trabalho dedicado e competente, uma incomparável forma de se fazer música em nosso país, que traz em seu repertório a influência de nomes clássicos do gênero no Brasil, como Jacob do Bandolim, Rossine Ferreira, Waldir Azevedo, Pixinguinha e Jackson do Pandeiro. Além de compositores pernambucanos como Marco César, Laís Bezerra, Jacaré, Dominguinhos, Publius Lentulus, Bruno Eduardo, e privilegiar também as composições próprias, que surgiram como uma necessidade presente no processo de criação do grupo.
Em sua atual formação, o grupo conta com os músicos Rafael Marques (bandolim, composições e arranjos), Rodrigo Samico (violão e arranjos), Ricardo Freitas (violão de 7 cordas e arranjos), João Paulo Albertim (cavaquinho) e Tadeu Jr. (percussão e composições). Em comum, todos os seus integrantes nutrem a admiração pelo choro, além de uma formação musical onde o gênero é peça fundamental. E é através dessa formação que o Arabiando vem apresentar a música popular (brasileira e pernambucana) através de uma roupagem chorística e camerística, que represente a essência da sua música.
Eis aqui uma música para se degustar suavemente, deixando-se tomar por essa poesia de tão doce beleza e tão legítima brasilidade.
HISTÓRICO
Ao longo de sua trajetória, o Arabiando já se apresentou em eventos de grande porte em Pernambuco, a exemplo das edições XIII, XVI e XVIII do Festival de Inverno de Garanhuns, nos anos de 2003, 2006 e 2008, respectivamente; do Choro no Salão Nobre e do Encontro de Violões e Bandolins, ambos no Teatro Santa Isabel; do Circuito Instrumental Universitário, com Joel Nascimento, e da Homenagem a Canhoto da Paraíba, estes no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco; do Dia Nacional do Choro, no Pátio de São Pedro (2007) e no Conservatório Pernambucano de Música (2008); além de participar de concertos na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura, e de eventos promovidos pelo(a) Sesc, Chesf, Classic Hall (hoje, Chevrollet Hall) e Prefeitura da Cidade do Recife.
No exterior, em setembro e outubro de 2006, o Arabiando realizou uma turnê pelos Estados Unidos, onde participou do famoso Lotus World Music and Art Festival, em Bloomington (Indiana), juntamente com o coral Contracantos, arrancando elogios da crítica norte-americana. Também nos EUA, participou como grupo convidado de vários workshops e Aulas-Espetáculo na West Virginia University e Notre Dame University, além de apresentações no Westminster Choir College em Princeton e no Washington Hall em South Band
Através de mídia espontânea, o Arabiando tem participado de diversos programas e noticiários a exemplo: Programa Sopa Diário na TV Universitária, Documentário “Os Chorões” TV Cultura, Conversa na Madrugada com Aldo Vilela na TV Jornal, Bom Dia Pernambuco e Jornal Hoje na Rede Globo, Programa Tema Livre na Rádio Folha FM, Largo 17 na Universitária AM, além de diversas matérias editadas pelos jornais, sites e revistas.
Atualmente, o Arabiando está gravando seu primeiro Cd no estúdio Carranca/Recife/PE, através de projeto aprovado pelo SIC - Sistema de Incentivo à Cultura da Cidade do Recife.
CONTATOS:
Rodrigo Samico
Fone: 55 81 9922 1188
E-mail: arabiando@hotmail.com
Site: www.arabiando.com
Jô Maria
Fone: 55 81 9244 9612
Mery Lemos 55 81 9614 5973
E-mail: vitroproducoes@yahoo.com.br
ARABIANDO
Choro, songs, and poetry
Playing the Brazilian popular music with tradition and originality, the group Arabiando figures within the musical scene of Pernambuco with a new artistic proposition: to research new sonorities and spread the choro of Pernambuco in all the Brazil.
The group Arabiando evocates great masters of choro, bossa nova, samba, baião, maxixe, polka, and frevo. It recaptures the tradition of Pixinguinha, Cartola, Waldir Azevedo, João Pernambuco, Jacob do Bandolim, Nelson Ferreira, and Capiba, but also plays songs from prominent contemporary compositors, such as Paulinho da Viola, Chico Buarque, Tom Jobim, Laís Bezerra, Bruno Eduardo, Luiz Gonzaga, among others.
The sonorous quality of Arabiando is due to the traditional musical education of its musicians; all of them studied in the renewed Pernambuco State Music Conservatory. Their unique sonority is also a result of incredible improvisations and well-elaborated arrangements, which marks the history of this group.
All these characteristics results in a refined musicality associated with an impeccable performance of young musicians from Pernambuco. By the way, young musicians with an average age of 25 years, playing with exceptional ability the choro that they experienced with the Velha Guarda ('old guard').
Since 2002 playing poetry in form of songs and reconstructing the tradition of the choro, the Arabiando is currently composed by:
Historic
The Arabiando has participated of great events in Brazil, including: XIII and XVI Winter Festival of Garanhuns; Meeting of Strings and Mandolins (Santa Isabel Theater); Choro in the Main Hall (Santa Isabel Theater); House of the Carnival of the Rede Globo (Carnival 2005); University Instrumental Circuit with Joel Nascimento (Theater of UFPE); Homage to Canhoto da Paraíba (Theater of UFPE); National Day of Choro (Pátio de São Pedro); concerts at the Saraiva and Cultura bookstores. Additionally, Arabiando participates of events promoted by many public and private institutions, including SESC, Chesf, Classic Hall, and Prefecture of Recife.
Outside Brazil, during September and October 2006, the Arabiando made a tour in the United States. The group participated of the famous Lotus World Music and Art Festival in Bloomington (Indiana) together with the Coral Contracantos, earning praise from the American musical critics. Also in the United States, Arabiando was invited to participate of many workshops in West Virginia University and Notre Dame University, and also made presentations in the Westminster Choir College, in Princeton, and in the Washington Hall, in South Band.
Through the spontaneous media, the Arabiando has participated of many programs and news service, including: program Sopa Diário (TV Universitária); Documentary “Os Chorões” (TV Cultura); Conversa na Madrugada with Aldo Vilela (TV Jornal); Bom Dia Pernambuco and Jornal Hoje (Rede Globo); Programa Tema Livre (Folha FM); Largo 17 (Universitária AM). Moreover, the group has appeared in many matters edited by newspapers, sites, and journals.
In few words, Arabiando represents a new generations of musicians, which revitalizes the choro with contemporary arrangements, but without lose the tradition of this unique Brazilian way of playing.
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