
Hardcore. “Núcleo-duro”, na tradução literal; no português, vulgo “casca-grossa”.
Nascido no final da década de 70, esse som precisou viajar milhares de quilômetros e quase 30 anos para engrossar os acordes das guitarras de Panda e Jorge, o grave do baixo de Caio, e surpreender na batera bem construída e pesada do caçula dessa trupe, Gigio. Acrescente aí a marcante voz de Vini, e eis que surge a casca! Pronto! “Casca-grossa”? Sejam bem-vindos ao mundo da Full.Plate!
A banda começou no final de 2003, em Porto Alegre, diante da vontade de 5 rapazes de tocarem como seus ídolos, no encerramento da formatura do colégio. Ídolos e influências que viajam de volta esses milhares de quilômetros, e têm mais relevância no som da gurizada… Falamos de NOFX, No Use For A Name, que são os mais citados e reconhecidos no som. Mas não são os únicos: prestando um pouco mais de atenção não há como negar as menções aos brasileiríssimos do CPM22 e do Detonautas e, indo mais à raiz do hardcore nacional, Deadfish.
Foi a partir daí que eles sentiram que a carreira poderia dar certo e, 4 anos depois, muita estrada percorrida, shows, amizades, discussões, composições, eis que surge na estrada desse quinteto um sexto integrante, o carioca (ou cariúcho?) Matheus Levi, excelente webdesigner de gente renomada na música brasileira – estamos falando de Lulu Santos, Isabella Taviani, Latino, Luka -, que decidiu embarcar junto nessa viagem. Agora um time, cada vez mais sólido, com o “núcleo cada vez mais duro”, estão a postos e preparando para lançarem no mercado e mostrarem todo seu potencial, ainda recluso às fronteiras rio-grandenses. Antenadíssimos ao mundo atual-virtual, três faixas podem ser ouvidas pelo site e myspace da Full.Plate.
O som mixa a dureza desse núcleo com muita melodia, na pressão com vocais melódicos, impregnados pela união e amizade de um grupo jovem pronto para cruzar a fronteira sul-brasileira e viajar por todas as estradas.
E você, está pronto pra curtir o som que sai dessa casca-grossa?
MIKE, guitarras pesadas, potentes e melódicas, solos bem desenhados, letra atual e refletindo o cotidiano de todo e qualquer jovem agoniado com esse mundo imediatista.
QUEM SE IMPORTARA, música para o batera lavar a alma! Guitarras e baixo ajudam a fazer a cama para o vocal hardcore de Vini, que canta a preocupação jovem com a inversão de valores de uma sociedade conclamada à falência.
OUTRO ALGUEM. Achou que fosse uma balada, uma canção de amor? Esqueceu que isso é hardcore!?! A letra pode até falar de amor, mas é da superação dele! Enquanto isso, preste atenção a essas guitarras.
|