A história poderia ser diferente (Por Tico Santa Cruz)
Desde que tocamos juntos pela primeira vez num pequeno espaço em Jacarepaguá/Rio de Janeiro, em meados de 2001, a banda me chamou atenção. Numa cena disputada e recheada de jovens querendo um lugar de destaque, sempre fora normal ouvir uns falando mal dos outros. Contudo saí de lá certo de que os caras tinham talento, de que ali respirava aquele “algo a mais” necessário para atrair ouvidos sedentos por um som de qualidade.
A seleção natural é implacável, a melhor arma da natureza e por ela todos precisam passar. Muitos foram ficando pelo caminho enquanto o Stellabella permanecia amadurecendo, crescendo, melhorando, vencendo as barreiras.
Por diversas vezes ao longo desse período saí da minha casa para assistir ao show deles. Conhecia as músicas, simpatizava com as melodias, com os timbres, com os refrões poderosos, com o carisma de André Stella, que sempre conduziu bem as apresentações. Vocais com energia, tocando com vigor e disposição. O Power Trio formado ainda por China no baixo e Diego Laje na bateria coloca fogo na cozinha, pulsando com presença e fazendo a molecada dançar e libertar o que só um bom rock é capaz de mover.
O disco rodou muito nas estradas por onde passei. Fiz questão de distribuir em rádios, indicar em festivais, mostrar aos amigos, porém nada disso adiantaria se o mais importante não estivesse presente, a boa música.
E foi com ela que chegaram até esse disco homônimo produzido por Fábio Henriques e pela própria banda, que desponta com uma tendência no mínimo diferente de 90% dos grupos que apostam nas já fatigadas tendências “interemocionais” que sufocam nossos tímpanos.
Stellabella toca em qualquer dial, fazendo bonito e sem dificuldades para ser identificada. Personalidade própria, influência do Grunge: Nirvana e Stone Temple Pilots. Da música alternativa: Placebo, Lemonheads, Weezer. De bandas atuais: Foo Figthers, Velvet Revolver e, claro, do Rock Nacional: Legião Urbana, Titãs, Ira!
“Alguém”, faixa da qual participo, aborda de forma despretensiosa e inteligente o existencialismo presente nos conflitos do cotidiano da nossa juventude. Quando quer falar de amor, de sentimento ou dos relacionamentos, não soa piegas. A prova pode ser ouvida nas canções “A escolha” (faixa de trabalho), “Algum sentido” e “Um dia desses”.
Resumindo. Sinto-me orgulhoso em participar ativamente na história dessa rapaziada que merece o respeito e a consideração do público brasileiro, escrevendo este pequeno texto para reafirmar o que sempre notei e admirei no trabalho: a verdade e o bom gosto com o qual se oferecem a esta geração de bandas nacionais.
Apostem suas fichas, eu fico com o Stellabella.
..fala galera bella! trio fortao! estamos no primeiro ano da banda, opnioes sempre bem vindas! venho divulgando o nosso som! qndo puderem, confiram! abraço!!!
Olá Stellabella, tudo bem? Parabéns pelo trabalho. A música Lei de Murphy ganhou o 1º lugar no Festival de Santa Maria. Ela foi interpretada pela Carol Voigt. Gostaria que a visitasse no myspace.com/srtavoigt dando "aquela força" para ela. Muito obrigado, grande abraço e sucesso sempre!