A banda teve início em 11 de janeiro de 2006 em Lages, com a formação Goku (baixo), Paiaka (vocal), Celito (guitarra), Bigas (guitarra) e Leo (bateria). Havia muita precariedade de instrumentos e local sempre improvisado, mas tivemos a sorte de encontrar o lugar perfeito, o porão da república DOMINACANA, onde o Goku residia no momento afastado de sua família, o que não vem ao caso. Permanecemos lá durante os 2 primeiros meses da banda. Este tempo foi suficiente, para composição de 5 músicas e alguns covers. A intenção sempre for criar sons independentes e buscar uma expressão própria e alternativa a nossa revolta. As composições desde o início tinham caráter libertário e ativista, contra o autoritarismo e o preconceito, em um contexto político social. A primeira apresentação, em 11 de fevereiro, foi no Rock de Combate, da RAL (Regional Ativista Lageana) que promoveu o renascimento da cultura punk em Lages. Com mais 1 mês, em Florianópolis, abriu para Garotos Podres e outras do cenário catarinense. Depois deste show, ocorreu a primeira mudança na formação. Isto fez com que os integrantes da banda discutissem o seu fim. Mas com persistência e luta, de-mos continuidade no que acreditáva-mos, sendo assim o Vagner substituiu o Leo na bateria. Essa epóca foi muito importante. A antiga RAL deu origem ao CAAP (Coletivo de Arte e Ação PUnk) que estimulou a formação de novas bandas na cidade, refletindo uma situação de revolta, a muito tempo acumulada e repreendida. Em um período chegou a reunir mais de 8 bandas. Entre elas, Vômito Social, Sociedade Feminista, Véio Rastero, No Funeral, Mental Hell, Fuck Authority, Lixo Humano, Decadência Social e nós da Crise. Com o CAAP possibilitou novos contatos e parcerias com bandas de outras cidades e regiões, e outros coletivos. Foram realizados vários festivais em Lages. Os que criaram raízes foram Rock de Combate, Lavação Tosco Rock e Grito Punk da Serra, que estão indo para 3ª edição neste ano de 2008. As gigs trouxeram algumas bandas que foram parceiras em todo no nosso caminho, assim como amizade e a formação da cena punk do Santa Catarina, como Rejects (São bento do Sul), Horda Punk (Porto União), SKP (Itajaí), Queda de Berlim (Joinville), Estado Deplorável (Jaraguá do Sul). A Crise Geral já dividiu palco também com Rudes, Atitude Anarquista e Resistência Punk de São Paulo, Os Platelmintos, Os Chovinistas e Dead Annibal Kury do Paraná, U Pai e Sengaia da Grande Florianópolis. No final de 2006 foram gravadas as primeiras músicas sendo as 3 primeiras mais importantes, Independência, Trilhando 1 Caminho e Vida Cretina. Em 2007, o CAAP teve a idéia de criar um projeto de uma coletânea das bandas que participavam do coletivo para divulgação de seus trabalhos. No final de 2007, o Houly, vocalista da Horda Punk, teve a iniciativa de organizar uma coletânea, onde levou o nome de Contra-Cultura, com algumas bandas da atual cena de SC. A coletânea não teve só a função de divulgar os sons como uma coletêna normal, e sim de fazer com que cada banda interagi-se com as demais, criando um festival em sua própria cidade e fortalecesse o momento em várias regiões do estado. Atualmente, a Crise Geral está em parceria com a Vômito Social e o CAAP, realizando alguns trabalhos, como zines (CAAP, Ruptura, Caos e Subversão e A Esfera), manifestações, discussões com outros movimentos sociais (MST, MAB, SINTRATURB, MUV da UFSC entre outros) e promovendo splits com várias bandas. Nosso objetivo em 2008, é a gravação do primeiro albúm. Estamos com mais de 15 músicas próprias e trabalhando encima de novas. Quando rolam oportunidades de shows e apresentações da banda, mesmo com poucas músicas gravadas, estamos divulgando o nosso trabalho. Em breve teremos mais materiais, como CDs, fotos, camisetas,bótons e zines.