Facão Três Listras: a escrotisse do noisecore adentrando o universo
dos intocáveis CTGs
Uma nova fraude musical surge no cenário underground nacional.
A banda gaúcha Facão Três Listras nada mais é do que uma versão (re)renovada da banda Os Ornitorrincos. Não se deixe enganar. A repetição da repetição em um único e claro objetivo: a auto-promoção a custa dos desavisados.
Tentando fugir de um sério processo judicial envolvendo as composições da extinta banda de hardcore oitentista (todas roubadas de minha singela pessoa), dois seres malignos e provincianamente aproveitadores rompem politicamente com a Ornitorrincos e se agrupam em uma fração trotskista denominada de maneira infame como Facão Três Listras. Esta é uma tentativa pobre e ingênua de transpor o meio punx-hardcore embrenhando-se em bailes de temática regionalista no extremo sul do país. Um limitado estratagema de guerra de guerrilhas na música popular gaúcha, minando a com a nata do novo Dada (anti)musical europeu.
O bando, de terrorismo musical, ainda conta em seu Cast com o apoio de mais três desorientados sociais, formando assim um quarteto de meliantes. A fração trânsfuga e fraudulenta Facão Três Listras segue em sua enfadonha caminhada na busca de irritar e chatear o maior número possível de viventes. Tentando se destacar pelo mau-feito, pela náusea e pela repetição. Talvez o único critério verdade da fracassada epistemologia villaverdiana.
Musicalmente podemos defini-los como uma espécie mal desenvolvida de Neo-Dadaismo & Neo-Pós-Futurismo Gauchinnn. Noise-Grind com gaita, no melhor estilo fandangueiro tosco. Em resumo: um crossover mau tocado & mau resolvido de música payadora dos pagos gaúchos com o No-wave nova iorquino. Como processo criador, a banda utiliza o método da Indução-Alucinada em suas composições, as quais versam e exprimem uma situação mental de natureza pré-anárquica-maoista-marcussiana dos suspeitos integrantes.
Todas as apresentações traquineiras deste quinteto decadente consistem em teatros espontaneamente planejados. Teatros sem atores. Entretanto ainda há uma esperança no fim do túnel, algumas das composições (roubadas muito provavelmente) abordam a temática acerca das sociedades do controle, defendendo a abolição do estatuto da punição em nossas coletividades.
Do interior gaúcho, mas precisamente dos recôncavos da cidade litorânea de Santo Antonio da Patrulha (in)surge o quinteto vigarista, dado sobe a ascensão de silogismos (anti)musicais. Este texto tem o caráter de denuncia e um aviso de cuidado. Mas por outro lado possui a atitude festiva de elogio a postura vigarista em questão. O caos avança e a Facão Três Listras é um claro & cristalino sinal da turva & turbulenta desordem em gradação iluminista.
Vou tocar sábado, dia 9, com o Duo HoffParú (violões) e o poeta Pernambucano/Bahiano Wladimir Cazé. Vamos fazer uma mescla entre leituras dos livros do Cazé (principalmente um cordel, "A Filha do Imperador que Foi Morta em Petrolina"), a tradução para o Espanhol deste cordel, e, claro, música de improvisação livre.
Tenho vontade há tempos de fazer algo misturando improvisação livre e literatura, e estou bem animado. :)
LA HIJA DEL EMPERADOR ASESINADA EN PETROLINA Dia 9 de maio, sábado cordel + música de improvisação livre Guilherme Darisbo (guitarra elétrica e leitura) + Wladimir Cazé (leitura) + Duo HoffParú (Nativo Hoffmann e Nanã Paru Quintela, violões) Palavraria Livraria-Café, Vasco da Gama 165, Porto Alegre
É grátis, mas vamos gostar de receber contribuições voluntárias. Sugerimos algo entre R$ 2 e R$ 10. De qualquer maneira, tu é bem-vindo. :)
FILME - Festival de Improvisação Livre e Música Eletroacústica Instituto de Artes da UFRGS, Rua Senhor dos Passos 248, Porto Alegre. Fernando Perales (guitarra e objetos) + Guilherme Darisbo (guitarra) + Alexandre Fritzen (piano) + Cuca Medina (voz, piano e acordeon) + Duo HoffParú (violões) + Felipe Faraco (baixo). 16 de abril, quinta-feira, 19:30 pontual. Grátis, mas aceitamos contribuições voluntárias.
Palavraria, Rua Vasco da Gama 165, Porto Alegre Fernando Perales (guitarra e objetos) + Guilherme Darisbo (guitarra) + Alexandre Fritzen (teclados). 18 de abril, sábado, 19:00 pontual. Grátis, mas aceitamos contribuições voluntárias.
Guilherme Darisbo é guitarrista, membro do coletivo Re:Combo, assina como Cine Victória seu projeto solo e coordenou o grupo Antena, onde trabalhou com música eletroacústica. Marcelo Armani é baterista, membro dos grupos SOL e da Orquestra Novi Mundi do stickista Diego Souto.
Juntos realizam improvisação livre, gerando torrentes de polifonia em seus instrumentos. De um lado, usando delay e guitarra elétrica para sobreposição de frases e harmonias. De outro, a execução simultânea de ritmo e melodia, pela união da bateria com o metalofone e outras percussões.
canalha, peguei o ornitorrincos/pluto aqui com o pícaro. caramba! fenomenaaaaaaaal! que arte mais linda do mundo, que disco foda, bixo. como sempre, eu pagando um pau pras suas coisas... ehehehehehehehe
beijos, amigo.
alice
our self titled debut album is finally out on adaadat records, featuring guest performances by man from uranus, max tundra, david firth, amit lissack, mc big cheese and the rebel!))(country teasers) it's available through posteverything.com