Eles próprios não sabem definir que diabos sai da caixa de som quando
Tatiana Koschelny (o nome é difícil mas a voz é deliciosa),
os guitar hero’s Raul Lorezenti e Thiago Russo,
o groove sujo e safado de Danilo Porco e a batera/percussa “malemolente-swing-punch-samba-soul”
de Eduardo Dubowski sobem ao palco. Mas o importante é que funciona.
O primeiro EP, com cinco músicas, entrega isto de forma natural.
Começa com um flerte, termina num ritmo tipicamente brasileiro que é um convite à farra e boa música. Em clima de festa, sem pretensão.
O menu, enxuto, direto, oferece cinco opções difíceis de escolher:
“Mais Uma Pra Dançar” “Lá No Bar”, “Vem Ver”, “Cerveja” e “Samba Manco”.
O negócio é fazer dançar. Ou mesmo conquistar aquela pessoa lá no canto,
emburrada, que foi parar ali por pura falta do que fazer e tem no termo “anti-social” um estilo de vida. Não que Bauru, cidade do interior paulista,
seja conhecida exatamente pelo swing.
Mas é no entroncamento de nacionalidades – reunindo imigrantes
de todas as partes da Europa, Ásia, Oriente-Médio e América Latina
– sendo considerada um dos locais mais cosmopolitas do Brasil,
que a Filha se formou e cresceu.
É assim que a mistura de rock, jazz, salsa, mpb, reggae e funk não soa
forçada mas simplesmente flui.
E é assim, com um pouco daqui e acolá, nem de forma choca nem
estupidamente gelada, mas no ponto, que a Filha faz o seu convite.
Tentando provar que “música para dançar”, não precisa ser música óbvia e
desleixada. É para todos os paladares, especialmente os mais exigentes.
Nossa, curti muito! Ao vivo deve ser super animado! Parabéns, músicas muito boas mesmo... Boa sorte e sucesso, nos vemos no próximo show em SP, quem sabe! Abraços!