A cavalaria de Manu Maltez - por Ricardo Tacioli
[ 11.out.2009 ] O homem é uma máquina. Paulistano de 32 anos que, na década de 1980, caçava sapos num terreno baldio próximo à Avenida Sumaré, em São Paulo, Manu Maltez é tudo o que a imprensa e os lojistas menos querem encontrar pela frente. Simplesmente porque é difícil rotulá-lo. Contrabaixista de formação sólida e skatista apaixonado, Maltez é compositor (de música e de letra) e um artista plástico que cada vez mais ganha os livros, os muros, as paredes e as galerias. Também é um dos organizadores – ao lado de Yvo Ursini e Fábio Barros - do Mó!, uma mostra de arte independente e contemporânea que desde 2006 pontua São Paulo.
Mas difícil é classificar a música que faz, e isso não é demérito nenhum. Muito pelo contrário. Não tem “uhu, ahá”, “aê, aê”, refrão ou uma melodia assobiável logo após a primeira audição. Cheia de camadas, a música de Maltez surgiu em disco em 2006 com o álbum As neves do Kilimanjaro, quando dividiu a instrumentação com o Cardume, grupo que fundou em 2001. Três anos depois, novo retrato, Esse cavalo morto no jardim, que chega ao público neste domingo (11), na 10ª edição do Mó, no Auditório Ibirapuera. “O melhor jeito de ouvir esse disco é sem maiores apresentações, instruções, indicações”, avisa o músico em entrevista ao Gafieiras. No Mó!, Maltez e seu Grupo Cardume dividem a maternidade com o amigo Fabio Barros, que lança Enquanto eu caminhava, e também o palco com o Projeto B e o Axial.
Mas falava do cavalo morto de Maltez. Nesse segundo disco, o multi-artista assina todas as 11 músicas - da criação aos arranjos -, exceto em “Cachalote”, que dividiu a letra com o escritor e jornalista Pedro Biondi. No departamento sonoro, Esse cavalo... é um álbum acústico, com sopros, jazz, Tom Jobim, Marcelino Freire, Miró da Muribeca, vanguarda paulistana, negritude, imagens, Michael Jackson e São Paulo. Tem o Cardume com Thaís Nicodemo (piano), Amilcar Rodrigues (trompete) e Leonardo Muniz (saxofone e clarinete). E reforço de Maurício Caetano (bateria) e Yvo Ursini (guitarra), ambos do Projeto B. Já o outro departamento, o visual, está representado pelo disco em digipack, com capa, contracapa e encarte tatuados de seus desenhos.
(...)Independência do Mó! chega ao n.º 10
Edição comemorativa do projeto Movimentação Musical tem lançamentos dos CDs de Fabio Barros e Manu Maltez -
por Lauro Lisboa Garcia para o jornal O ESTADO DE SÃO PAULO -
A multifacetada cena musical paulistana pulsa intensa no circuito independente, como há muito não se via. O Mó! - Movimentação Musical é um desses núcleos criativos espontâneos que se destacam nessa cena, abrigando projetos arrojados de artistas como Fabio Barros e Manu Maltez. Seus respectivos segundos CDs serão lançados no domingo, quando dividem o palco do Auditório Ibirapuera com os grupos Projeto B e Axial, dentro da 10ª edição da mostra do Mó!
(...)Desenhista, baixista e compositor, Maltez traz para sua música influências das artes visuais, do jazz e das ousadias sonoras dos inclassificáveis Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé, entre outros. "Não sou desses músicos que tocam o violão e a música vai aparecer cristalinamente. No meu caso, penso numa certa orquestração", explica Maltez.
O resultado que ele apresenta é mais um reforço na tendência de revirar as formas da canção "como a concebemos" até hoje. "De certa forma isso sempre existiu, mas a gente está mesmo num momento em que as coisas estão se abrindo, uma avançando na área da outra."
Hoje, 21h30: Arismar do Esprírito Santo convida Proveta, Vinícius Dorin, Michel Leme e Celso de Almeida pra um show de arrasar - veja mais em www.jazznosfundos.net/semana
Ô Mano Manu, a gente invade qualquer coisa, escola abandonada, terreno baldio, teatro, sesc, bares e botecos, onde der a gente faz a festa, cata uns milhos, e voa avante.
ENCANTADA CON SU PROYECTO MUSICAL, ADORO AS SONORIDADES DE SUA MUSICA. EU QUERIA AGRADECER POR EL ADD E TAMBEN INVTAR LOS QUE ESCUTARAN PASION TOTAL QUE FORMA PARTE DE PROYECTO DE CANTAR EN MEIA LENGUA BESOS JENNY