A nova cena musical independente no Brasil tem encontro marcado no Rio de Janeiro, de 9 a 31 de janeiro. Irrequieto e cheio de gás, como um bom adolescente, o Humaitá Pra Peixe completa 15 anos ostentando, no currículo, o orgulho de ter dado a diversos músicos e bandas a primeira oportunidade de mostrar porque, anos mais tarde, alcançariam o sucesso. O HPP festeja a reabertura do Espaço Cultural Sérgio Porto, onde surgiu e que, na edição passada, esteve fechado por causa de um incêndio.
Como em 2008, o Festival voltará a ocupar o palco da Sala Baden Powell. A terceira sede será o Oi Futuro, que abrigará talk-shows semanais com artistas consagrados.
Pela primeira vez desde que foi criado, o Festival abre espaço para bandas e artistas apresentarem suas credenciais e brigarem por um lugar sob os refletores. Em poucos dias, mais de 450 bandas se cadastraram no projeto Oi Novo Som, gerando 40 mil acessos em apenas duas semana. Em 13, 20 e 27 de janeiro, os três artistas escolhidos pela direção do HPP, Fuzzcas, Nayah e Madame Machado (nessa mesma ordem), ocuparão o palco do Sergio Porto, abrindo a noite, respectivamente, para Daniel Lopes, Stereo Maracanã + Tonho Crocco (Ultramen) e Escambo.
Ao todo, o HPP 2009 contará com 24 apresentações de bandas e artistas das mais variadas origens e estilos musicais. De Pernambuco, vêm o 3namassa, Junio Barreto, Comadre Fulozinha e Vitor Araújo; de São Paulo, Supercordas e Aline Duran; de Brasília, o SuperGalo. Os “locais” que ocuparão o palco da Baden Powell são Luisa Mandou um Beijo, Catch Side, Paraphernalia, Doces Cariocas, Mané Sagaz, João Ferraz Grupo, MOMO e Luis Carlinhos. Para mostrar por que são considerados figuras lendárias da MPB, os veteranos e também cariocas Bebeto Castilho e Wilson das Neves dividirão a noite de 25 de janeiro.
Embora feliz com o resultado final da seleção das atrações do festival que criou há 15 anos, o produtor cultural Bruno Levinson se queixa de que 2008 não foi um bom ano em termos da revelação de novos valores no cenário independente: “Este ano acho que a safra não foi tão boa assim. Com as facilidades tecnológicas cada vez surgem
mais artistas, mas quantidade é bem diferente de qualidade. Senti falta de mais artistas inventivos, criativos, que não reproduzem fórmulas”.
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