Não, ela não é mais outra sambista ou uma cantora pop. Ela também não é nova nos palcos.
Há quase 10 anos a gaúcha Josyane Melo é cantora da banda Glória, que anima os salões da cidade de São Paulo. Entre um baile e outro, sem pressa, resolveu gravar um disco para mostrar singelas canções, sutis melodias e ritmos marcantes, combinando lembranças e novidades. Ao seu lado, músicos renomados como Swami Jr., Toninho Ferragutti, Milton Mori, Danilo Morais, Edmilson Capeluppi, Marcelo Jenecí, Fábio Tagliaferri, Guillherme Kastrup e Luciano Barros, entre outros.
Josyane Melo resgata as tradições da música brasileira com uma linguagem contemporânea. Mas não se ouvem samplers, nem conexões com a música eletrônica. Sofisticada, dona de uma bela voz, Josyane produziu
Origami com o violonista e compositor Swami Jr. e, juntos, criaram uma teia que liga ritmos antigos e novas canções, compositores desconhecidos e consagrados.
Natural de Caxias do Sul, Josyane busca em sua memória afetiva as tradições da cultura gaúcha com o auxílio luxuoso de Toninho Ferragutti, responsável pelo arranjo e o acordeom em
Negrinho do Pastoreio, do compositor e folclorista gaúcho Barbosa Lessa. Vale destacar que Josyane começou a cantar em família, ainda criança, ao lado da mãe acordeonista, em apresentações nos CTGs (Centro Tradicionalista Gaúcho), um deles fundado pelos avós.
Ferragutti também arranjou e toca acordeom no chamamé
Canción para Caritó, dos argentinos Antônio Tarrago Ros e Leon Gieco, conferindo um acento contemporâneo a este antigo ritmo que ecoa nos pampas. Ainda se escuta seu acordeom no arranjo de Danilo Moraes para a música
Os Sete Boleros Cardíacos, dos Paraibanos Paulo Ró e Marcos Tavares.
Cada Tempo em Seu Lugar, de Gilberto Gil, ganhou um delicado arranjo de Swami Jr., somando ao seu violão de 7 cordas o sax tenor de Mané Silveira, numa interpretação que Josyane considera especial por ter sido gravada ao vivo. Ela ainda revisita a bem humorada
Que Baixo, de Lupicínio Rodrigues e Caco Velho, o samba
Rainha dos Sete Mares (Avarese/ LinoRoberto/ Alfredo Silva), gravado por Elza Soares em 1977,
Notícias do Brasil (
Os Pássaros Trazem), de Milton Nascimento e Fernando Brandt, e
Chá de Panela, de Guinga e Aldir Blanc.
Entre os novos compositores, gravou
Cantiga de Roda e
Por aí, de Evandro Camperom, e
Esquece, samba-canção de Jair Oliveira.
Para aqueles que esquecerem o CD rodando, tem também uma faixa bônus gravada na voz de Fred Mazzucchelli, onde Josyane, junto com Camila Lordy e Simone Julian, fazem apenas os vocais. Uma singela homenagem a Banda Glória.
Origami, cujo nome remete ao processo lento e minucioso em que foi gerado, é um lançamento da Chita Discos, selo do cantor e compositor Chico César.
Née à Caxias du Sud cette
gaúcha habite São Paulo depuis 1997. Son amour pour la musique commence à l’âge de 8 ans en chantant pour accompagner sa mère (accordéoniste). Au cours des années 80 elle rafle plusieurs prix dans des festivals du Rio Grande do Sul.
Em Août 2002 elle participe du 20 éme Fampop (Fest.Avaréense de musique pop) où elle remporte la 3ème place en interprétant
Damasco de Guilherme wisnik et Mário Seve . Actuellement elle intègre la
Banda Gloria , formation avec laquelle elle a enregistré 2 CDs, et dont les arrangements raffinés font découvrir à la jeune génération un répertoire oublié dans le temps.
Josyane admet l’influence de plusieurs styles: La musique
gaúcha traditionelle et contemporaine, le Batuque (rytme caractéristique de la religion Afro-Brésilienne du Rio grande do sul), les différents courants de la musique latino américaine et surtout l’essence de la MPB.
Avec Swami Jr. elle a co-produit son premier CD
Origami, qui révèle une interprète d’une profonde émotion aussi bien sur des chansons simples que sur des mélodies sofistiquées.
Josyane marie la tradition avec l’incessante recherche du ouveau.