Desde o violão sua carreira musical passou a ser direcionada por grandes nomes da Bossa-Nova, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Carlos Lyra, Chico Buarque, João Gilberto, Deodato, Donato, Baden Powell, entre outros, e compositores, como João Bosco, Djavan, Marku Ribas, Marcos Resende e Sérgio Sampaio, que também faziam Samba, mas não eram - e nem são - exclusivamente sambistas.
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"A veia do som de Rabujah predomina brasileira. Algumas pitadas de jazz, funky, soul, rock, mas apenas pitadas - conheço seus gostos musicais. As influências intencionais na concepção e execução são puramente brasileiras. Um violão muito rítmico, bebendo de águas de João a João - Gilberto e Bosco. Letras que falam da sua terra, da vida rotineira de amantes e passantes do dia-a-dia. Amores perdidos, amores afogados, amores vividos e amores vivos. O grave salta à sua voz e traz um peso junto com a leveza de cantar.
Me parece muito isso: uma música forte e gentil. Uma estrada com sinuosidades seguras e paisagem bela."
por João Carlos Macadâmia
O cantor e compositor, Juliano "Rabujah" Machado, é capixaba, de Cachoeiro de Itapemirim, assim como Sérgio Sampaio, Marcos Resende, Carlos Imperial e Roberto Carlos.
Sempre foi apaixonado pela música brasileira e, com o passar dos anos, Rabujah passou a se interessar cada vez mais pelo Samba. Porém, não nasceu em família de músicos, em especial de sambistas.
Desde 1996 ingressou na carreira musical tocando em alguns bares durante o verão, no Espírito Santo.
Em 1999, ingressou na faculdade de Administração de Cooperativas, em Viçosa, Minas Gerais, onde começou a tocar Samba-Rock e Soul com a banda Tabacarana (2001), sempre aliando o bom som de barzinho. Também nessa mesma época desenvolvia o projeto Sambalança mas não Cai, fazendo roda samba em festas e bares. Em Viçosa que surgiu o apelido Rabujah - uma abreviação carinhosa de Rabugento.
Em 2005, Juliano morava em Manaus, Amazonas, onde deu continuidade à carreira musical freqüentando o Teatro Instalação e o Teatro Amazonas, e teve a oportunidade de conhecer mais a fundo a música clássica, além de muito Jazz e Toada.
O trabalho autoral nasceu devagar e teve como vetores o Samba e a Bossa-Nova. As canções “Do Mar” e “Canto Só” são exemplos de composições características do estilo musical e também falam de mar e amor. Na lista de composições estão ainda “O Meu Samba” e “Deixa Cair”, uma espécie de marcha-frevo que versa sobre amor de carnaval. Junto com o músico, amigo de infância, compositor e parceiro, Flávio Marão, Juliano defendeu a música “Velho Samba Canção”, de Flávio, para participarem do Festival da Canção de Vila-Velha (ES), em 2007, onde foram os finalistas. Com o resultado e ainda mais confiantes no trabalho musical, no mesmo ano, Rabujah e Marão se inscreveram no Festival Vitória Em Canto, com uma parceria. A música em questão era “Onde Eu Cheguei”, que versa sobre o centro da capital capixaba. A composição garantiu novamente um lugar entre os filalistas, ganhando a oportunidade de participar do CD do festival, lançado pela Prefeitura Municipal da cidade. O que resultou no primeiro trabalho autoral gravado e produzido profissionalmente.
Hoje, o músico toca em diversos bares e casas de Vitória, capital do Espírito Santo e o que apresenta é um repertório diferenciado - nada que lembre as antigas serestas ou as (moda)rnas canções tocadas nas rádios FM.