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Sobre “O Vivido e o Inventado” - Vindo da criativa cena recifense, Kiko Klaus valeu-se da bagagem multicultural acumulada ao longo de dez anos de carreira e a experiência nacional e internacional para entrelaçar diferentes elementos musicais em “O Vivido e o Inventado”. Familiarizado ao ambiente dos estúdios e à rotina da produção, Kiko se guiou pela linha da MPB e criou um álbum essencialmente mestiço.
O disco traz elementos da cultura pernambucana, como a ciranda, o samba de roda, o xote, a música armorial, o maracatu e o ambiente percussivo dos terreiros de umbanda e candomblé. São raízes que aparecem miscigenadas, de forma orgânica, à música flamenca, ao rock e a referências às harmonias mineiras. Essa presença da cultura espanhola no disco é fruto da vivência de Kiko em Barcelona e outras cidades da Espanha, quando compartilhou experiências com artistas protagonistas da renovação na cena contemporânea daquele país, como Macaco, Ojos de Brujo, Amparanoia e Manu Chao.
O CD foi gravado entre Recife, Belo Horizonte e São Paulo. Embora tenha sido produzido, composto e arranjado por Kiko, contou com fundamental contribuição do baterista da Nação Zumbi, Pupilo; da percussionista dos Mutantes, Simone Soul; do violoncelista Fabiano Menezes e do baixista Alfredo Bello. Em BH, colaboraram alguns dos seus parceiros, como o baterista André “Limão” Queiroz, os baixistas Felipe Fantoni e Beto Lopes, o percussionista Lenis Rino, o oboísta e arranjador Carlos ED e o guitarrista Egler Bruno.-------- Kiko Klaus dedica “O Vivido e o Inventado” ao seu conterrâneo e amigo, o percussionista recifense Naná Vasconcelos, com quem trabalhou em projetos como o primeiro CD do grupo Cordel do Fogo Encantado, trilhas para cinema e foi co-produtor do CD “Minha Loa”, álbum de Naná lançado em 2002. Essa relação gerou forte influência em sua música, sobretudo, “na criação de imagens sonoras a partir de instrumentos peculiares”, uma experiência semelhante à sonoplastia cinematográfica, também presente nos trabalhos que Kiko produz como compositor de trilhas sonoras.
"The lived and the Invented, is an affirmative, straightforward, coherent album. That leaves a strong impression( digital and affective ) from an artist. A record full of personality, but without borders. From who has the consciousness about the steps walked. And knows that in art, not rare, less is more." ( Israel do Vale, Brazilian renowned journalist for O TEMPO newspaper )
Natural from Recife, Pernambuco and influenced by its creative musical scene, Kiko Klaus brings his multicultural experiences to create an album with no borders. Named “O Vivido e o Inventado” ( “The Lived and the Invented” ), the album has Afro-Brazilian rhythms like Maracatu, Ciranda, Samba and percussive elements from Candomblé and Umbanda rituals, blended organically with Flamenco, Rock, Funk, Electronics...
Influences from Flamenco were accomplished during the years lived in Spain, were he worked with Latin Grammy and BBC awarded Flamenco band Ojos de Brujo, sharing experiences with them and other artists who are protagonists from the contemporary musical scene in Spain, like Macaco, Manu Chao, Amparanóia and others.
In Brazil, Kiko also worked with artists that had important influence on his music like Naná Vasconcelos, Nação Zumbi, Arto Lindsay, Lenine, among others.
The album was produced, arranged and composed by Kiko, but had the fundamental contribution from musicians like Pupillo ( Nação Zumbi's drummer), Simone Soul ( percussionist from Os Mutantes ), Fabiano Menezes ( cellist from Olinda’s Symphonic Orchestra ) and partners from Belo Horizonte, where he lives since 2002. It's dedicated to the percussionist Naná Vasconcelos, with whom Kiko worked in several projects, like the first album from the band Cordel do Fogo Encantado, soundtracks for movies and Naná’s album “Minha Loa”, released in 2002, where he was co-producer. Their relationship had a big influence on Kiko’s music, bringing visual landscapes to his songs, with sounds produced by peculiar instruments. A similar experience to soundtracks also accomplished and used by Kiko in his musical works for dance, movies and theater groups.
Some of the main Brazilian specialized publications such as Rolling Stone magazine, O Globo and O Estado de São Paulo newspapers gave their best quotation to the album. The latter put it as one of the 15 best releases of the year. In 2009 international press is also starting to pay attention to the album; North American magazine Dig This Real ( www.digthisreal.com ) , on it's edition released in march 2009, made a review about Kiko's work. So did the website and streaming radio podcast www.afropop.org, a reference link talking about world's contemporary music.
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