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MARIA LUA
Se isto fosse um filme sobre como Maria Lua nasceu, começaria com imagens que retratassem o percurso de cada um dos músicos, até chegar o momento em que se encontraram, há 3 anos atrás. Imagens que mostrassem as influências tão variadas e distintas de cada um dos elementos e que seriam o suficiente para o público perceber o porquê da nossa sonoridade, que não temos a pretensão de apelidar de única, mas que o é, por ser preenchida pela personalidade de cada um de nós.
Na verdade, Maria Lua é exactamente aquilo que somos. Trouxemos para este projecto a essência e personalidade genuína de cada um enquanto músicos e acima de tudo enquanto pessoas, e com elas criamos diálogos musicais de uma sonoridade simples, mas intensa.
Começamos na percussão, o pulsar da nossa música, que dá inicio à viagem interna. Deixamo-nos agarrar pela estrutura e rigor do contra-baixo, que nos guia mesmo no improviso. Sorrimos com os acordes da guitarra, que livremente vão colorindo o ritmo e lançando perguntas no ar. A resposta vem do acordeão que, sem limites nem pudor, enche de brilho a nossa música. Por fim, chega-nos a voz, feminina e envolvente, que conta histórias em português, em tom de fado, em tom de gente, uma voz do mundo.
Quem já nos viu ao vivo, sabe que Maria Lua vai muito para além da música. É uma forma de comunicar de cada um dos seus elementos. E é do diálogo entre sons, instrumentos e músicos que nasce a nossa música, comprometida com a cultura portuguesa , com o seu passado e as suas raízes, com as tendências do hoje, e acima de tudo com um futuro no qual queremos ser cada vez mais portugueses, cada vez mais capazes de expressar a nossa arte em português.

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