Mil novecentos e noventa e oito. Já se vão mais de uma década desde que Victor, Lila, Leonardo, Wander e Beiço, que logo saiu, deram inicío à banda Toy Machine. O quarteto se modificaria quatro anos mais tarde, com a saída de Leonardo e a entrada de Leandro para o domínio definitivo das baquetas.
Nesse meio tempo o quarteto escolheria um novo nome: FLANN, por soar melhor e ser mais “Califórnia” - local de origem das suas grandes influências musicais. Cinco anos depois da última mudança, se tornaria um trio, com a saída de Wander e para, só então, voltar a ser um quarteto um par de anos depois com a entrada de Vini.
Hoje, maio de dois mil e nove, o primeiro resultado desse novo FLANN, seu EP “Sobrevida”, com Victor nos vocais, compartilhando as guitarras com Lila, deixando a cozinha para Vini no baixo e Leandro na bateria é um pura mostra do caminho que pretendem seguir daqui pra frente.
A grande verdade é que, hoje, com as quatro músicas gravadas para este EP e outras esperando para tomarem o mesmo caminho, a FLANN acaba demonstrando a mesma coisa que queria quando se formou em Cubatão, litoral de São Paulo: fazer rock, mais precisamente Hardcore.
A FLANN não está à procura de revolucionar o gênero, misturar elementos nem de trazer nada de novo para o mundo, apenas aposta na maior qualidade que uma banda pode ter: sua sinceridade, em uma busca incansável, não pelo timbre perfeito, mas sim por poder mostrar ao público de hoje que mesmo diante de tantos rótulos ela só quer ser Hardcore. Puro. Consistente. Rápido. Despreocupado em se encaixar.
Ouçam, apreciem, abram uma roda na boca do palco sob um mosh, xinguem se quiserem, falem mal, apontem seus defeitos, rotulem, mas saibam que a FLANN está aí somente para mostrar que o movimento Hardcore precisa de um combustível e ela se dispõe até a ser queimada se por uma causa nobre como essa.