"Velho, você conhece as nossas influências, né? Lembra das músicas novas? Enfim, eu queria a sua impressão mesmo...", me diz o cantor
Jonas Almeida pelo telefone, passando as coordenadas para a feitura
desse texto.
Na verdade, caro leitor, tudo que eu disser aqui não importa tanto.
Eu só tenho um conselho a te dar: corra, veja e ouça os Beagles
tocando. De preferência ao vivo. Em carne, osso, suor, inspiração,
guitarras, baixo, bateria. É isso que realmente vale a pena.
Impressões, críticas, currículos, palavras para descrever a música dos
Beagles servem apenas de enfeite. O que importa é o som e a fúria que
esses cinco fazem quando se reúnem. Se você chegou a esse texto, gosta
de rock. E se gosta de rock sabe da importância disso que eu acabei de
dizer.
Porque o rock pra mim sempre teve que ser perigoso e assustador. Não
assustador no sentido Ozzy da coisa, mas tem a ver com atitude – ou
ter cara de bandido, como dizia Rita Lee. "Atitude roqueira" é uma
definição bem gasta, mas ajuda a explicar o que eu entendo como
contundência, transgressão, paixão e paudurescência. Enfim, coisas que
os cinco Beagles têm de sobra.
Já vi os caras jogarem em casa, em Bragança Paulista, e na primeira
fila, dezenas de adolescentes enlouquecidas, cantando todas as letras
apaixonadamente. As paredes suavam. Porrada na orelha. Também os vi
tocando para meia dúzia numa casa de São Paulo com o mesmo tesão de
estar diante de uma multidão. Um show desses renova suas crenças no
rock. Faz você se lembrar dos efeitos da sua droga favorita. Rock,
como diria um grande crítico, o Taffman-E das nossas vidas. Uma
polaróide do inferno. Elvis dividindo o carro com cinco pessoas em 56;
os Beatles dormindo em pulgueiros em Hamburgo; os Ramones passando a
noite "silkando" camisetas para ganhar uma grana; Kurt Cobain sonhando
em montar uma banda, todos esse sacrifícios em prol do rock valeram a
pena. O espírito ainda está vivo quando se ouve os Beagles em cima do
palco.
Bebem na fonte sessentista, mas não apenas regurgitam o que um dia já foi feito. Adicionam suas personalidades. É The Who, mas com Elvis
Presley no vocal. Só que somente atitude não se faz uma banda. Precisa
também de boas músicas. O que tem de sobra. Poucas novas bandas do
rock brasileiro contam em seu repertório com canções pop poderosas
como "Cambdani (Pequena M)", um levanta-estádio sensacional, uma
bateria socada com vontade, riffs de guitarra poderosos, solos bem
encaixados, vocais nas alturas. "Laíra" é a minha favorita, sem
exagero, eu prometo, é uma das melhores rock songs que eu ouvi nos
últimos tempos.
Porque o Renato Russo disse que a música pop é a vida em dois minutos. Assim é "Laíra". Harmonia, letra bem construída, tudo em perfeita
simetria, para contar a história de um apaixonado que só quer levar um
relacionamento na manha, em paz. É difícil ouvir uma vez e não ficar
cantando baixinho "um filme sobre o nosso amor/você fez tudo como
quis/eu sempre fui um mero ator pra te fazer feliz/ o que você me
diz?". É a vida em três minutos e trinta e seis segundos.
E tudo isso funciona porque eles sabem onde estão pisando. Conhecem
rock e suas raízes, o que os habilitam a se arriscar em terreno
perigoso: fazer blues em português. Poucos foram a esse pântano e
sobreviveram para contar história. Mas, apesar de cachorros novos, os
Beagles se enfiaram bem nesse matagal e deram a luz a "Cada Vez Que Eu
Vou Embora", um blues-rock de derreter o coração, pesada, dolorida,
como tem que ser. Na nova safra de composições, tem pelo menos mais
duas que bebem nessa fonte.
"Amor Século XXI" fala, claro, de amor no nosso tempo. Mas, paradoxo,
a melodia evoca as baladas rock-a-billy dos anos 1950. Com direito a
corinhos, ataques de guitarra e o bom e velho "sha-la-la". No
repertório tem espaço para o nonsense de "Fiquei Amigo de Raul
Seixas", um improvável encontro com o Rauzito em um boteco qualquer –
atire a primeira pedra quem nunca conversou com uma lenda do rock
depois de umas e outras?
Só que tudo isso só funciona porque existe muita química e
entrosamento entre os cinco Beagles. Passando para o futebolês, sabe
aquela história de tocar de lado sem olhar, sabendo que o parceiro vai
estar lá? É mais ou menos isso. E também tem aquela história que eu
falei lá no começo: paixão.
Rodrigo Fuji é meio que o maestro da coisa. Arrebenta na bateria, bate
como poucos, sabe passear pelo pesado, pelo sutil, impor respeito. O
cara é bom e eu não falo isso somente para prestar uma homenagem aos
cem anos da imigração japonesa. Seu parceiro de cozinha, Danilo
Lingüiça, dois metros de categoria no baixão, é cool como todo
baixista deve ser. Desliza fácil os dedos pelas cordas de seu
instrumento com a habilidade e a serenidade que, sim, todo baixista
deve ter. Vez ou outra ele também participa de diálogos surreais com o
vocalista durante os shows, coisas que tem a ver com "a sua família
vai bem?", "não coloca a mãe no meio" e outros gracejos.
Por falar nisso, o vocalista. Jonas Almeida é o nome da fera. Uma
mistura de Mick Jagger e Elvis, o canalha canta muito. No palco, seduz
a platéia com trejeitos, caras e bocas – mais boca do que cara. Tem
uma voz potente dos infernos e sabe o que faz com ela. Sabe ser
contido, sabe se esgoelar – e é herdeiro daquela velha escola,
branquelo com voz de negrão. Um cantor genial, que trabalha a técnica
com o instinto, que sabe que não está no palco só para cantar, mas
também para entreter e se for preciso, derrubar a casa.
Mas estamos falando de rock and roll e uma dose de loucura é preciso.
Melhor ainda, uma dose dupla. Trata-se de Fred Z e Rafa Z, guitarras.
Assim, é foda, quer dizer, enfim, faltam palavras. Os moleques
arrebentam. Rafa ainda divide seu instrumento com uns ataques ao seu
órgão (o teclado, você sabe). Endiabrados, o som que sai da guitarra
desses dois malucos parece te sufocar. Rock, né?
"O rock and roll eu não sei quem vai salvar", canta Jonas. No século
XXI, isso virou assunto do passado. O fato é que enquanto existirem
bandas como os Beagles, o espírito roqueiro, a chama, aquela coisa
antiga, mas que a gente adora, de "cinco moleques se divertindo em
cima de um palco para um bando de bêbados alucinados" vai sempre
existir.
Os Beagles. Uma das grandes novas bandas do novo rock brasileiro. Um
dia, eles vão aportar numa boa casa do ramo, perto de você – ou, quer
dizer, se não for tão boa, talvez o show seja ainda melhor. Não perca,
meu velho. Quando os Beagles ligam seus instrumentos, onde quer que
seja, o lugar se transforma num território onde o rock existe de
verdade.
P.S.: A versão que eles fazem de "Like a Rolling Stone" só perde para
as feitas pelo próprio Bob Dylan e a dos Rolling Stones. Isso quer
dizer alguma coisa pra você?
CONTATOS PARA SHOWS: (12)7812-5923 id 55*90*413/ (12)9162-5503 - falar c/ Bruno Tominaga; (11)8368-6669; (11)9930-3719
Veja Entrevista que dei para o Programa “Repertório Independente”, onde eu falo de minha carreira, minha história e apesar de estar bastante gripado, ainda canto algumas canções.
Para ver este e vários outros vídeos meus no youtube, entre no link abaixo:
Hello from Saarbrücken, Germany Thanks for friendship. I..m the manager and director from the culture club “Saarbrücker-Kultur-Salon” by the „Die Winzer“ for Kabarett, Comedy and unplugged music www.diewinzer.eu and the artists - agency “KIR Resonanz” and Jutta Lindners nurse – Comedy “Nachtschwester Lackmeier”
Obrigado por vocês me aceitarem. Ainda não sei direito como o myspace funciona, mais o importante é manter contato com vocês! Beijoooos, adoroooooooooooo!
Cadastrem-se à partir de agora na versão Beta, 5 mil reais durante 5 dias serão gastos em compras fechadas por críticos musicais e formadores de opinião, e de quebra ainda podem ganhar um prêmio. Vão ficar de fora? Cadastrem-se: Pleimo.com
Galera, gostaria de convidar a todos para conferir o nosso videoclip da música "seus olhos solidão..." Espero que gostem... Um abraço. Valeu!!!"Entre e confira. "Seus olhos Solidão..."
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Olá Beagles!!! Obrigado pela visita em meu espaço e muito boa sorte prá você!!! Fique a vontade prá ouvir todas as canções do meu terceiro CD: Ebulição de Idéias, ver os vídeos de shows e tudo que quiser, tá bom?!
O CD tem a participação do Zé Geraldo na música (S.O.S) e tem também uma canção em homenagem ao Maluco Beleza, Raul Seixas (Um Canto Para Raul), Além da música "Essência Oculta" que foi trilha Sonora de um filme(TV Cultura) do Grande Cineasta Hermano Penna.
Veja Vídeo com minha música "O Prisma do Teu Olhar":
Oi =D ah fala pro Jonas que falaram dele na Stereo Vale hoje haha, no bate papo stereo vale. Tirando que ninguém lembrou dele mas tudo bem!Confundiram com o Peralta da Malhação haha sacanagem!