Da beira de um córrego da Zona LOST, apelido dado para a Zona Leste da cidade de São Paulo, a parte da periferia de onde vieram as bandas mais garageiras da cena brasileira, surgem Os Haxixins. Talvez pelos vapores, a poeira ou o ar do local, eles são a banda mais obscura, psicodélica e autêntica da vizinhança.
Influenciados pelo rock obscuro dos 60's, garage punk e psicodelia, os amigos Sir Uly (bateria) e Fábio (guitarra) resolveram montar um repertório “Só com o pedal Fuzz e a coragem”, segundo o próprio Uly, depois de terem feito parte da extinta banda The Merry Pranksters.
O nome do grupo surgiu após o convite feito para o baixista Daniel Villafranca e o organista Alexandre "Alôpra" Romera, inspirados no livro “Clube dos Haxixins”, sobre as experiências de um grupo de fumantes de haxixe fundado em 1845, que reunia artistas como Charles Baudelaire e Téophile Gautier. As reuniões, realizadas no Hotel Pimodan, serviam para promover o uso de haxixe, levando seus membros a se deliciarem nas mais fantásticas alucinações e pesadelos, coisas com as quais os atuais Haxixins se identificam.
Além do visual retrô, os caras só tocam com equipamentos antigos e, sempre que possível, carregam seus Gianini Tremendões e Phelpas por onde vão. Outro diferencial das apresentações ao vivo é o "light show", projetores de luzes psicodélicas sobre a banda.
Na estrada desde meados de 2003, já tocaram em lugares ímpares, como o Bar do Bal, no extremo sul da Zona Sul, e o Bar do Aranha no coração da Vila Formosa, além de clubes do circuito de música independente e festivais, como Goiânia Noise (Goiânia) e Be-Bop-a-Lula (São Carlos).
Depois de quase desistirem de gravar um disco devido a tentativas frustradas de alcançar a sonoridade de bandas dos 60s (ou pelo menos se aproximarem do estilo das gravações, sujas e pequenas), em 2007 foram apadrinhados pelo Berlin Estúdio, produzidos por Jonas Serodio (Thee Butcher's Orchestra e The Blackneedles), e conseguiram alcançar o resultado tão esperado com o uso de gravador de rolo, amplificadores valvulados e instrumentos de época.
O disco saiu pelo selo independente português Groovie Records em vinil de 12 polegadas, apresentando composições próprias banhadas em ácido lisérgico, e covers, como "Dirty Old Man" (The Electras) e "In The Deep End" (Artwoods). Na seqüência, veio a primeira turnê européia, que passou por Portugal, Espanha e Itália.
Na viagem, a banda fez shows memoráveis em santuários do garage rock mundial, como La Pequeña Betty e La Gramola (Espanha) por onde já passaram importantes bandas da cena garagera e Skalleta (Itália), por onde já passou o eterno líder do Love, Arthur Lee. O disco também trouxe resenhas em publicações conceituadas, como Shinding (Inglaterra) e Lost In Tyme (Grécia), além do portal de garage punk espanhol I-Punk.
De volta ao Brasil, o baixista Daniel deixou a banda para se dedicar a outro combo, Os Cavernas, e foi substituído pelo amigo de longa data, Caio Sérgio. Logo voltaram ao Berlin Estúdio e registraram duas composições próprias ("Depois de um LSD" e "Espelho Invisível"), que saíram num compacto simples, também pelo selo português Groovie Records.
Para 2009, preparam o lançamento de um compacto duplo por um selo do Texas (EUA) e aguardam o relançamento do primeiro álbum pelo selo americano Get Hip, também dos EUA, casa de bandas como The Cynics e Ugly Beats.
A segunda passagem pela Europa teve uma grande marca para Os Haxixims. Com o set list recheado de músicas inétidas, tocaram em clubes importantes como Gruta 77 (Madri)d), Bullitt (Bilabao) e talvez o mais esperado, Primitive Festival. Um Festival que conta com os apreciadores da garage sessentista de todo o continente velho e outros. Segundo palavras do organizador do festival, Dave Andriese, Os Haxixins mostraram como se faz o vedadeiro rock primitivo, nú e cru. Sem contar que dividiram o palco com a banda Fleshtones dos anos 80.
De volta ao Brasil, Caio Sérgio seguiu seu rumo e hoje não faz mais parte dos Haxixins, dando lugar para o antigo amigo da banda Edu Osmédio. Os Haxixins fazem questão de ressaltar o CCPC, um novo clube que tocam todo mês. Um lugar que abraçou a verdadeira causa da garage e que dá oportunidade para bandas com as mesmas referências que os Haxixins para tocar.
Com as vinhetas do video clipe dos Haxixins mostrada pela MTV, o espaço tem crescido e até no Ampá vão tocar.
by:(Gregor Izidro) e (Marcelo Schenberg)
Alegremente comunico que amanhã, dia 08/12, terça-feira, farei parte do projeto "Prata da Casa" na Choperia do Sesc Pompéia. Além do show contar com a participação especialíssima de Edgard Scandurra, músicas novas fazem parte do repertório que será executado ao lado dos músicos queridos e maravilhosos Demétrius Carvalho, Felipe Maia e Dustan Gallas.
O show é GRÁTIS e às 21h na Rua Clélia, 93 - Sesc Pompéia
Oi pessoal... As "Sementes da Desordem" estão em contagem decrescente para a propagação oficial e desvendamos mais um tema do EP, "Escravo do Prazer".
Estamos a chegar ao fim de mais um ano e a época natalicia vai promovendo o capitalismo e o consumismo, pelo menos para os que vão podendo. Altura de lavar consciencias e de "ajudar o proximo"... E é no ambito do espirito de natal que os Ervas Daninhas irão ter durante todo o mês de Dezembro e até ao fim do ano mais um tema que faz parte do EP que está para sair brevemente, o tema tem por titulo "Escravo do Prazer" e apela ao prazer, ao sexo e ao amor. Explodão de prazer e façam-se viver!!
Aproveitamos também para deixar agradecimentos especiais a todos os que nos têm ajudado e apoiado neste e noutros anos. Agradecimentos ainda ao Paulão (Decreto 77) que gravou, produziu e foi o 6º elemento da banda no EP - "Sementes da Desordem"; João (Decreto 77) pela grande participação no tema "Guitarras de Guerra"; ao Arroja e ao Igor no "filme" criado para o tema "Bar da GNR". Desejos a todos de um próximo ano melhor, mais justo, mais feliz e com muita atitude.
Ervas Daninhas - Sementes da Desordem" Punk's Unidos - Revolução!
We are a cloth label which objective is to devour what man produce, and over two milleniums he has produce, most of all, culture. His culture, like himself, has also his dark side. A dark side which plays with evil, and where the irony and the cynic point of view are the best way to find the thruth. The noisy is sublime besides our deafness, and decadence is pure beauty, shit of red flowers. We say, against the odds, openly: