João Neto (flauta), Luiz Cláudio (percussão), Luiz Jr. (violões de seis e sete cordas e viola), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho) e Rui Mário (sanfona).
Nasceu, já traz em si a carga da mistura, a influência dos genes. Assim aconteceu com o choro, fusão de Europa, África e Brasil, para a construção do mais brasileiro de todos os gêneros musicais. Embora o choro seja, além de um gênero, uma maneira de tocar.____________________Da fusão do choro – ou da maneira “chorona” de tocar – com os ritmos da cultura popular maranhense, inegavelmente das mais ricas do país, nasce o Choro Pungado, cujo nome já traduz suas intenções e feitos. A “punga” é a umbigada, saudação que, no tambor de crioula, representa um convite para que se adentre a roda.____________________João Neto (flauta), Luiz Cláudio (percussão), Luiz Jr. (violões de seis e sete cordas e viola), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho) e Rui Mário (sanfona) dão o ponto certo do tempero algo inclassificável que da soma de ingredientes surge uma nova receita, difícil de enquadrar neste ou naquele rótulo.____________________A partir das movimentações do Projeto Clube do Choro Recebe, que além de apresentações musicais semanais tem provocado diálogos, fusões e o surgimento de novos grupos, novos instrumentistas, aparece este Choro Pungado, cuja tradução sonora é a herança ancestral de diversos nomes de nossa música – que não cabem ser citados apenas para não corrermos o risco de esquecer alguém, são tantos –, que já traziam suas obras impregnadas da verve chorística, aliando tradição e modernidade, sem que um se sobreponha ou silencie ao outro.____________________Universal sem sair do terreiro, em doses na medida, inspirando as notas sóbrias, certeiras, bêbadas de sentimento, embriagadas de emoção. O tambor mais bem tocado do mundo está dentro do seu próprio peito, embora careça de inspiração. Choro Pungado, impregnado de tudo, da beleza de tudo, a música do mundo.____________________Ricarte Almeida Santos e Zema Ribeiro