PZ | Anticorpos Disco de autor desfragmentado, despersonalizado, cortado aos bocados entre as perdas de memória. É um conjunto de cenas que compoêm um filme, uma máquina que produz uma cronologia delineada por flash-backs e flash-forwards.
Foi montado num quarto de brinquedos versão 9.0.6 entre 2002 e 2004. Nos anos 80 o quarto era populado por criaturas que iam saltando de filmes de ficção-cientifica para o imaginário plastificado, hoje em dia é um monte de fios que formam uma rede maquinal montada à volta de propósitos musicais.
Dantes fazia-se de conta, hoje fazem-se contas à vida.
in Expresso "O sujeito da escrita pop, a visão do mundo filtrada pelo cinema e os mares da tecnologia constituem a base de um exercício oblíquo de realismo poético erguido algures entre Dziga Vertov, Young Marble Giants, Luiz Pacheco, Repórter Estrábico, Pedro Abrunhosa, Ena Pá 2000 e HAL (de 2001). Enquanto voz, guitarra e electrónica são as armas que dão expressão a esta alma inquieta - ensimesmada e combativa, apaixonada e provocatória - que busca o sentido da vida «na massa cinzenta que se senta atrás da mente». (...)
Singularidade cósmica do ano."
Ricardo Saló
in A Trompa
Do fundo do quarto, num sofá efervescente. Não é uma experiência normal... felizmente... Anticorpos é o objecto perfeito para aqueles que esperam e desesperam por objectos diferentes, livres de compromissos, arredados de barreiras estéticas e distante de ilusórias maquilhagens. (...) Entre o real e o irreal, Anticorpos é tão simples como desconcertante, tão genuíno como surpreendente.
Rui Dinis
in Blitz
"Sentado num sofá efervescente / seguro o que me vem à mente / Refastelado a lutar contra a corrente / à espera do banho de água quente". São os versos inciciais de um dos melhores temas da música portuguesa actual. O resto das letras tambem é assim, entre um Mário de Sá Carneiro pop, um António de Variações literato, um Rui Reininho inicial. Pz surrealiza o que quase todos descrevem, contrapõem o 'mal de vivre' ao realismo dominante.
Sérgio Gomes da Costa
PZ | Anticorpos A fragmented, depersonalized album, cut to pieces between the memory gaps. It's like a group of takes that end up making a movie, a machine producing a chronological timeline carved by flash-backs and flash-forwards.
It was assembled in any given toy room, version 9.0.6, somewhere between 2002 and 2004, being the lyrics, tunes and synthesisers drawn to the same vortex.
Back in the 80's this particular room was inhabited by creatures who kept jumping out of sci fi motion pictures into one's plasticized world, nowadays there lies a bunch of wires composing a mechanical net assembled around musical purposes.
in Expresso "The subject of pop writing, the vision of the world filtered by cinema and the seas of technology constitute the base of an oblique exercise of poetic realism that emerges somewhere between Dziga Vertov, Young Marble Giants, Luiz Pacheco, Repórter Estrábico, Pedro Abrunhosa, Ena Pá 2000, and HAL (from 2001). While voice, guitar and electronics are the weapons that give expresion to this restless soul - lost in thoughts and aggressive, passionate and provocative - that searches the meaning of life 'on the grey mass sitting at the back of the mind'. (...)
Cosmic singularity of the year."
Translated from the Portuguese
Original text: Ricardo Saló
in Blitz
PZ 'surrealizes' what almost everyone describes, it sets the 'mal de vivre' in opposition to the dominant reality.
(...) Someone once said that this world presents itself with two choices: To suffer or to die from boredom. In here they both coexist in an unsatisfied surviving mode with pop laughing its head off.
translated from the portuguese
original text: Sérgio Gomes da Costa
Salve PZ, parabéns pelo belo trabalho. A música Lei de Murphy ganhou o 1º lugar no Festival de Santa Maria. Foi interpretada pela Carol Voigt. Gostaria que visitasse myspace.com/srtavoigt dando "uma força" para ela. Muito obrigado, abraços e boa semana!