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Gritos ecoam no vazio cada dia mais denso das ruas. No vazio das vias e dos espaços públicos, ausentes de pés de gente, o que passeia sorridente é o medo dos perigos que habitam a escuridão das noites sem lua. É no vazio que as possibilidades todas residem. Para além do vazio que assusta, há o vazio que compõe.
A Rua é composta por quatro criadores e mais a imensidão das possibilidades contidas no detalhe, ou no mínimo do infinito. Voz, cavaquinho, baixo, bateria e as vastidões se entrelaçam em texturas polifônicas que provocam as hierarquias entre os instrumentos e os lugares comuns dos gêneros musicais.
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