Jean-Luc Godard, Waly Salomão, Jards Macalé, Allen Ginsberg, Juan Gelman, Friedrich Nietzsche, Fausto Fawcett, Vladimir Maiakovski, Tom Zé, Antonin Artaud, William Blake, Joan Brossa, Salif Keita, Mário Quintana, Jorge Mautner, Jerome Rothenberg, Charlie Parker, Candomblé, José Celso Martinez Correa, Pier Paolo Pasolini, Léopold Sédar Senghor, Aimé Césaire, Julio Cortázar, Michel Foucault, Jacques Prévert, Astor Piazzolla, Oswald de Andrade, Pixinguinha, Arnaldo Antunes, William Burroughs, John Cage, João Gilberto, Chet Baker, Maracatu, Chacal, João Gimarães Rosa, Antônio Cícero, Gilles Deleuze, Paulinho da Viola, Baden Powell, Lia de Itamaracá, Hélio Oiticica, Andy Warhol, Luiz Tatit e toda arte que pensa fazendo e faz pensando.
agradeço ao hugo bizotto pela grande força na gravação do poema!
“Se o “poema falado” não é um conceito novo, com WTC BABEL S. A., Leo Gonçalves inaugura o “poema gritado”. Através de um hábil manejo da língua (ou das línguas), elabora uma ácida e irônica crítica ao governo norte-americano. Crítica que serve como eixo a mover os fios de um mundo desbaratado. Rebela-se diante deste mundo inventado e desafia também a métrica, através de um texto cujo único fim é o de mover o leitor-ouvinte, que a partir desse mesmo instante se converte em protagonista do poema que, em essência, não é outra coisa senão uma manifestação clara e corajosa do amor pela vida acima de tudo”. (María José Pedraza Heredia)
Leonardo Gonçalves nasceu em 1975 em Belo Horizonte. É o autor de WTC BABEL S. A. (edições barbárie, 2009) e das infimidades (poemas, 2004).
Traduziu, em parceria com Mário Alves Coutinho, o livro Canções da Inocência e da Experiência (Crisálida, 2005). Isso poemas de Juan Gelman, foi publicado pela editora UnB, traduzido em parceria com Andityas Soares de Moura. A tradução que fez da comédia O doente imaginário, de Molière teve sua segunda edição revista em 2008.
Traduziu poemas de Léopold Sédar Senghor (Revista Roda, março de 2006), Julio Cortázar (Suplemento Literário de Minas Gerais, janeiro de 2002) e muitos outros como: Paul Éluard, Allen Ginsberg, William Burroughs, Jacques Prévert, Gérard de Nerval, Aimé Césaire, Birago Diop, Léon Laleau, Heriberto Yépez. É colaborador, há alguns anos, da Revista Etcetera (www.revistaetcetera.com.br). Foi um dos idealizadores, e editores, ao lado de Letícia Féres, Anderson Almeida e Janine Rocha Resende, do jornal Estilingue :: literatura e arredores (www.estilingue.tk).
Participou, entre 2004 e 2006 do grupoPOESIAhoje, espécie de núcleo de criação e pesquisa de poéticas, performances e intervenções poéticas, ao lado de Julius Cesar, Lenise Regina, Letícia Féres, Michel Mingote e Renata Cabral. Dentre as ações do grupo, temos o “papeldobrado”.
Desde 2004, Leo Gonçalves vem publicando seus textos, notícias, poemas e traduções de no blogue salamalandro, (www.salamalandro.redezero.org).
Absurdamente o titulo choca-se, contradiz-se... O que uma coisa haverá de ter com a outra? Sendo a música de grande poder lúdico E a cocaína o entrelace das desgraças reais... Há quase setenta anos Sigmund Freud Receitava aos seus pacientes cocaína. E fora usuário, Charles Baudelaire O mais digno comedor de ópio Membro do clube haxixes descrevera Em seu livro, “Paraíso Artificiais” Os poderes alucinógenos Pelo o uso das tais substâncias... Ficar-se-ia nessa obra sua visão “católico-caótica” Sendo assim mais um relato de forma implícita de droga! Na inquisição não eram queimados ingênuos baseados Por jovens bronzeados, por jovens escandinavos Ou de olhinhos puxados... Eram jogados à fogueira grandes pensadores, gênios... Quem ousaria falar que a Terra era redonda? Galileu ousou... Ah, hoje sabemos o fim desse episódio. Rimbaud seria nesse século o expoente-mor Das loucuras astrais, seria a sensação do rock Não o rock abobalhado, não esse rock pobre, estúpido Meramente comercial, esse triste rock ‘n’ roll mundial Com refrões que nem a mais complacente Licença poética permite. No Brasil canta-se. “Ela com a boca dela, com a toalha dela.” “Ah! Pela última vez, ah! Pela última.” Que seja assim a última vez. Os grandes selos, gravadoras... Converteram-se ao protestantismo. Sabendo do público fiel consumidor Lancemos ao mercado fonográfico as testemunhas de Jeová. Saravá meu pai! Quanto apelo em busca de dinheiro. Prosseguem empurrando aos tímpanos do povo bregas-rômanticos De autêntico gosto ruim! De fato odeio as almas pequenas, não há nada de bom E quase nada de mal Confesso posso sentir ainda hoje o gosto do whisky E o aroma dos charutos do mestre Tom Jobim Admito que a pieguice impregnada da bossa Com sua batida e sua influência do jazz Satisfez-me, imagino-me caminhando ao lado Do Vinícius de Moraes nos dias de “balança-mais-não-cai...”. Não obstante, apenas imaginação fértil. Na crueldade dessa