Idéia formada por volta de 1999, em que Amigos, parentes, entre outros, aglomeravam-se um pouco antes da meia noite para esperar pela hora exata: zero hora e quinze minutos. Daí saía o cortejo. Nos ares, passavam ventos de outros planos (quem sabe?!), por isso a espera até quinze minutos ou até vinte minutos depois da cravada e trivial meia noite. O som era tirado de acordo com a cultura da “Festa de Reis” onde, de casa-em-casa, músicos iriam trovar as cantigas em busca de oferendas. Após todo o percurso percorrido, paravam na praça “pra tirar um som” nos violões, aproveitando a percussão da festa que acompanhava aquela trajetória “madruga” adentro. Com muita fome de música, saía: Plebe Rude, Legião, Engenheiros, The Eagles, Metálica, Alice in Chains e outros “hits”. Até mesmo dos carnavais passados e presentes que pudessem vir à alma. Era uma brincadeira sonoricamente descontraída e sem compromisso onde, o que mais se admitia, além da mistura musical que se fazia, era a diversão pura em si. Em 2007 Daniel Caxilé, que voltara depois de passar um tempo desaparecido chegou com a proposta a Serginho de ir tirar um bom som, sem compromisso, num antigo bar no centro da cidade onde se reuniam alguns músicos e funcionários do sindicato que havia em frente. As primeiras platéias no centro de fortaleza pareceram (a primeira vista) que seriam resistentes ao som, já que os jovens ali se apresentando tinham uma aparência peculiar e fora do normal. A diversidade musical da turma logo se manifestou, foram de Nelson Gonçalves a Zeca Baleiro, passando por Luís Gonzaga e alguns cordéis. Evidenciando que a “galera” estava ali por música. Foi grata a receptividade, e isto foi à injeção fundamental de ânimo para acreditar que o futuro cantava algo pro projeto recém reformado. Até a própria voz de Sérgio que não aparecia, agradou bastante após tirar uma canja no intervalo do repertorio. Os “covers”, tão comerciais, eram obrigatórios, mas estava faltando algo: “Se eu me chamasse Raimundo seria uma rima...” A solução estava na produção de algo nosso e que Serginho já trazia consigo nesses anos pausado e só compondo. Um dia fizemos um teste: tiramos uma composição própria para apresentar. Depois dos aplausos e acolhimento desse pequeno feto de idéia, começamos a pensar um pouco em compor mais músicas próprias e resgatar as que tínhamos feito de acordo com a particularidade de cada um. É isso galera, O projeto “Soul de calçada” apareceu como uma forma de seus componentes liberarem as emanações musicais já se apresentando duas vezes de 2007 pra esse ano, na barraca Sorriso do Sol da praia do Futuro e Tequila café em fortaleza. São inspirados na cultura popular cearense e influencias diversa pessoal de cada. Agora em julho de 2008 encerraram a gravação da primeira demo com 13 faixas do trabalho intitulado “Zine de Autenticidade na Cidade” num intuito de propor um trabalho mais humano e de identidade própria. “Soul de Calçada” se dedica a tentar fazer música no Ceará... Não só música... Mesclando, como mesclado é, o cachaço de cada músico da banda. “Se nego minha vida proibida, me proíbo de negar aquilo que não quero pra mim... ‘Soul’ de calçada, sou da calçada, quem não é?!” .
ME MANDE SEU ENDEREÇO QUE IREI DEPOIS ENVIAR UM EXEMPLAR DO MEU FANZINE (VERSÃO IMPRESSA COM 4 PÁGINAS). SE MORAR FOA DO BRASIL NÃO TEMPROBLEMAS, POIS JÁ MANDEI PARA ANGOLA, ESPANHA E PORTUGAL.