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Quando começaram, em 1979, ainda sob a síndrome efervescente do 25 de Abril, os táxis eram pretos e verde alface, a bandeirada devia rondar os cinco escudos e 99% dos taxistas ostentava um orgulhoso e farfalhudo bigode que roçava amiúde com o galhardete a pender do retrovisor.
Os tempos mudaram. Portugal também mudou um pouco. Os galhardetes são uma grata recordação retro, mas os Taxi souberam acompanhar essa mudança apresentando-se agora com uma nova roupagem, ainda que mantendo o código genético que fez deles um dos nomes históricos do Rock.
O ano de 2009 marca o regresso aos álbuns da banda/charneira do Rock Português que tantos e tão bons momentos proporcionou a toda uma geração, nunca caindo no esquecimento graças a uma ousadia seminal, ironia e sarcasmo “qb” num país que ainda vivia amordaçado pelo nacional-cançonetismo e uma boa-disposição rara e politicamente incorrecta no Portugal de então.
O álbum homónimo, de 1981, ostenta o epíteto de primeiro álbum de rock português a atingir a marca de disco de ouro o que, por si só, já lhes garantia um lugar na história (“Ar De Rock”, de Rui Veloso, não logrou tamanho feito, apesar de lançado um ano antes). Mas a banda do Porto nunca viveu para a estatística, antes para a música cuja matriz viria a influenciar toda uma geração de novos músicos portugueses. Quem não conhece os temas “Chiclete” e “Rosete” andou emigrado ou é um lisboeta bairrista que não aceita nada que venha do Norte (e veio muita coisa boa, nessa altura).
Um ano depois, sai para as lojas o emblemático “Cairo”, verdadeira “pièce de résistance” de marketing aplicado à música portuguesa (outro trilho desbravado pelos Taxi). A caixa de alumínio em que era vendido numa primeira edição transformou-se num objecto de colecção e quase ofuscava o mais importante: a música. Dizemos "quase" porque é impossível ficar imune ao tema-título, bem como o “Fio da Navalha” e “Hipertensão”. Antes como agora, o álbum continua a soar a novidade ao ponto de o Jornal Público o ter considerado como “um dos melhores de sempre da música portuguesa”.
Em 1983 a banda espreita a internacionalização. O álbum “Salutz” leva a banda a palcos de toda a Europa, onde são recebidos de forma entusiasta pela crítica e pelo público. Na senda da continuidade e da descoberta das composições em Inglês, os Taxi gravam “The Night” em 1987, o derradeiro álbum integralmente cantado na língua de Shakespeare.
Seguiu-se um hiato de quase duas décadas, regressando em 2006 para uma actuação nas comemorações dos 25 anos do programa radiofónico Febre de Sábado de Manhã. A reacção popular foi tão positiva que se tornou evidente que o público sentia a falta deles. E eles sentiam a falta do público.
Dessa química tão especial nasceu o desejo de regresso ao estúdio e às composições originais.
Era imperioso falar do passado da banda quando ele é tão rico, mas os olhos centram-se agora no futuro.
Estive a ouvir a versão de Cairo cantada pelos SEDA e achei que era um bom dia para mandar uma pequena mensagem para agradecer o vosso carinho e os momentos musicais dos concertos, principalmente o de Mêda!!!!
aqui vão umas fotozinhas do concerto um abraço e um GRANDE OBRIGADO do fundo do coração até breve.....
Já cheinho de saudades vossas, fica aqui o meu desafio para 2010... Vamos voltar a encher o Coliseu do Porto, mas desta vez com a gravação ao vivo de um novo álbum? ;) Força amigos! Um abraço do vosso fã número 2 que nunca vos esquece! Até breve... aqui em Coimbra :)
Bigado pelo carinho e amizade com que me têm recebido nos vossos fantásticos concertos, desde o Crato, passando por Montemor, Penela, Viseu, Leiria, Covilhã e.... Meda (que estive apenas com o pensamento e coração ;-) )
Muito obrigado por mais 1 grande concerto, em Penela! Grande abraço deste vosso fã "número 2", pois deixo o estatuto de "número 1" para o outro nosso GRANDE AMIGO Teixeira Abraço e espero que tenham feito uma óptima viagem de regresso a casa! Nuno - Coimbra
Ai vem mais um concerto... em Penela.... que vai ser optimo com toda a certeza!!!! Eu estarei aqui no meu cantinho de França, com vocês, no pensamento!!! Desejo muitas coisas boas e lindos momentos de emoção partilhada, em especial para esse dia....
Imagino que o concerto de Montemor tenha sido optimo!! Eu estive em Guimarães e adorei!!!! Espero vê-los em breve!!! Porque não dar uma voltinha por Paris?
Acabadinho de chegar de Montemor-o-Velho e aqui a dar o meu veredicto sobre mais um concerto dos Taxi. Este não foi "mais um" concerto, mas sim um concerto essencial na região centro, bem perto de Coimbra. E por falar em Coimbra já EXIGIMOS que vocês cá venham! É mais que obrigatório os TAXI tocarem numa cidade, como Coimbra, que vos adora e onde certamente darão um GRANDE concerto. Se dependesse de mim, para a próxima semana vocês já cá estavam a actuar, mas como infelizmente sou "apenas" um grande fã vosso, sonho com a possibilidade de vos ver ainda este ano numa actuação na minha cidade. E mais uma vez muito obrigado pelo "Dance Dance Dance" e o "Sózinho" :)
Desde os meus tempos de criança (10 anos de idade) que oiço Taxi, apesar do meu tempo, fui educado dessa maneira, a ouvir GRANDES músicas. Passando por Tv/Wc, Vida de Cão, Cairo, Chiclete, Fio da Navalha,Taxi.... meu deus... não poderia existir de momento nada melhor que o vosso regresso. Graças a este mesmo regresso poderei continuar a ouvir boa musica portuguesa, mas neste caso em vez de continuar nos meus tempos de criança, será na adolescencia em que poderei prelongar este "Viciozinho" de ouvir taxi por muitos e muitos mais anos. Um Grande Bem Haja Taxi!