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Vivemos num tempo em que a criação e a maneira de mostrar e conhecer a nova música está caminhando para uma forma de comunicação nunca antes assimilada
pela nossa sociedade. Até uns 15 anos atrás, para conhecer novas bandas e trabalhos tínhamos que recorrer a amigos ou notícias de jornais e revistas sobre
música. Hoje, temos tudo ao nosso alcance, todo o planeta, tudo que se disponibiliza na internet. Com isto, achamos que teríamos mais acesso a bandas boas. E
temos, mas são como “agulha no palheiro”… temos que procurá-las ou elas nos acharem.
O Tchopu pra mim é um desses casos clássicos de ouvir algo que te pega e te faz, literalmente, voar. Encontrar uma banda com densidade, seriedade e atitude no
que faz não é tão fácil assim. Uma banda que tem a formação de quarteto, como The Who e Led Zeppelin, tem que realmente ter solidez e personalidade dos seus
integrantes, pois cada um tem que preencher um espaço enorme.
Este é o segundo trabalho da banda carioca. Um álbum de composições próprias e com um som único no cenário do rock nacional. Forjado pelas suas
influências, este novo trabalho traz petardos como “Rosas Secas”, “Voltar a ter Fé” e “Irmão”, que demonstram toda a garra e explosão de uma banda de rock no
seu alto grau de criação e performance. Gravado na Toca do Bandido, um dos estúdios de maior vibe do Rio de Janeiro, o material foi feito para soar como a banda
é ao vivo, muito próximo do que qualquer um vai ouvir nos shows.
Birão, Sergio, Thiago e Romulo tocam as suas verdades com convicção e isto é o que eu sempre procuro, junto à sinceridade, em uma banda.
Ouça o Tchopu com atenção e vais encontrar muita música boa, feita com o coração.
Fernando Magalhães
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