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«The Weatherman sounds like what might happen if The Beach Boys and Syd Barrett joined hands and sang "Cum Bai Ya"; or if Elliott Smith listened to The Beatles every day of his life, played every instrument under the sun, added some fancy keyboarding and sound bytes, and went frolicking through a field of daisies instead of using heroin». - Allegra Willis in Hybrid Magazine
«From Revolver-era Beatles and early '70s Beach Boys to Blur and Menomena, the Weatherman threads together the whole history of skewed-yet-sunny pop music.» - Michael Keefe in Pop Matters
[Pt]
Quem haveria de dizer que Alexandre Monteiro, 26 anos, assomaria do absoluto desconhecido para criar um dos melhores kits de sobrevivência para perigos pop que um ainda virgem 2006 irá saudar? A coincidência geográfica é pouco relevante: The Weatherman transporta consigo cacos de influências pop universalmente validadas, maravilhosamente mastigadas a partir dessa co-urbe chamada Gaia e só não magistralmente vertidas em disco porque os espírito é caseiro e Monteiro ainda não quer ser os Polyphonic Spree. Brian Wilson filtrado («Keep Up the Good Vibes») ou não («Looking for Guarantees») pela electrónica campestre dos Notwist, os Belle & Sebastian em casa dos Of Montreal («About Harmony») e Lennon/McCartney a tratar das arrumações. Temos alquimista. (8/10)
– Luís Guerra in Blitz Nº1110 de 7 de Fevereiro de 2006 – Página 21
«(...) A música melhorou logo a seguir com Weatherman no palco das bandas nacionais. E aqui, sim, viu-se um belo exemplo de quem sabe aglutinar influências óbvias - Brian Wilson, sobretudo -, mas projectá-las para uma realidade nova. A arte de Weatherman personifica uma revelação da música nacional e não é difícil descortinar a matéria que encanta sentido melódico apurado e invulgar capacidade em construir paisagens sonoras solarengas de pop.»
- Cristiano Pereira in Jornal de Notícias
(...) Eis que se aplaude o primeiro bom disco pop português em largos meses. Este é o projecto individual de Alexandre Monteiro, um espírito claramente influenciado pelas boas memórias de uns Beatles, uns Beach Boys (bem evidentes), uns Kinks, que neste seu álbum promove encontros bem emoldurados entre essa clássica pop de finais de 60, travos folk e traços de contemporaneidade que se pincelam nas artes finais, via discretas electrónicas (por vezes em sintonia com híbridos pop e dança de inícios de 90) ou através do modo como concilia os jogos de formas que convoca. É um álbum que nasceu solitário, num quarto, mas que não esconde um desejo em comunicar. Melancólico na matriz, mas luminoso no final. Pode não esmagar pela novidade. Pode lembrar mil e uma coisas que já escutámos. Mas não deixa de ser um conjunto de belas canções pop. E, para já, não se lhe pede mais…
- Nuno Galopim in http://sound--vision.blogspot.com - 13 de Fevereiro de 2006
(...) É um notável conjunto de 13 canções, com duas referências evidentes: Beatles e Beach Boys. Os primeiros estão por todo o lado – na sitar em curvas insinuantes e no refrão sussurrado de “The meaning of soul” (“Pretty girls make me cry” é um bom resumo de muitas crises juvenis); no “riff” de guitarra no refrão de “If you only have one wish”. Das canções do grupo de Brian Wilson, Weatherman retira os coros harmoniosos e a pop orquestral – “About Harmony” é uma delícia cozinhada a órgãos e sintetizadores (com guitarra “wah wah” a cair bem na pintura”, com pressa de chegar ao próximo pedaço de encantamento; o título “Keep up the good vibes” é uma piscadela de olho a “Good vibrations” e o refrão em coro tem escrito “Beach Boys” por todo o lado.
- Pedro Rios in Público Y – 3 de Fevereiro de 2006 – Página 10
(...) São estas pequenas coisas que nos dão alento e nos atiram à cara as nossas queixas de pequenez e falta de oportunidades. Toda a gente bem disposta que isto é disco de brilhar ao sol. Aqui ou no Alaska, The Weatherman's where it's at. E aposto que o Beck ainda o vai sacar da net." - in DIF
MY LITTLE PONY (Norway) THIS YEAR'S MODEL (Sweden) LA POSITION DU TIREUR (France) MINISKIRT (Japan) SUPERPARTNER (Italy) THE INCITERS (USA) THE SHORT STORIES (England) OH NINA (Indonesian) THE PARISIANS (France) THE SATELLITES OF LOVE (Finland) NOUVELLE CULTURE (France) LISA BOUVIER (Sweden) MOLYPOP (France) PAULINE NILSSON (Sweden) THALIA B (Spain) THE PALE BLUE EYES (England) SMIR (Canada) THE GRIZZLY OWLS (USA) OSNI (France) MOOFISH CATFISH (Sweden) THE WEDGES (Germany) THE WEATHERMEN (Portugal)
MAZGANI @ Cinema Paraíso - Sexta 18 Abril (entrada livre)
"Song For The New Heart" é o disco de estreia do projecto Mazgani, que aponta influências de Leonard Cohen, Tom Waits ou Nick Drake. No currículo, o músico tem como cartão de visita um 1º lugar no Festival Termómetro Unplugged e um apuramento, entre 7.000 artistas, para uma colectânea de novos talentos da revista francesa Les Inrockuptibles. Ao vivo, a solo, e em regime acústico, o iraniano Shahryar Mazgani apresenta-se no Cinema Paraíso, sexta-feira 18 de Abril pelas 22 horas
Um grande cartaz para uma iniciativa da Audiência Zero promovida em conjunto com a Faculdade de Belas Artes do Porto. Esta quinta-feira (dia 20 Março) avança o quarto e último acto do Sons do Eixo com concertos de Musgo e Colectivo Oruga