Na noite de 26 de Setembro, o grupo The Wonderboys, que já conta com mais de 2 anos de existência, se apresenta no Abismo Bar na Avenida Bonifácio Vilela em Ponta Grossa.
Fugindo do terreno dos covers, os Wonderboys garantem ênfase total a canções próprias, dando um suspiro de vida a um verdadeiro cenário independente, aquele que sobrevive de festas de amigos, de tocar por diversão, de amor pela música e só e tão somente só pela música.
Os Garotos-Maravilha Doug (baixo, Juninho (guitarra), Luam (bateria) e Luimar (voz) são reclusos, não aparecem tanto nas colunas sociais, e sem muito alarde, darão-nos a oportunidade de vê-los se apresentar com o som vindo da garagem, a casa própria da música original. Com certeza é um bom programa que pode nos mostrar que a criatividade ainda supera as técnicas e que sempre há algo de novo debaixo do sol, mesmo que seja debaixo do sol tímido no céu cinza de Ponta Grossa.
No palco, distribuem-se de forma não linear assim como são em suas próprias figuras, e ao iniciarem o grito das guitarras e o rufo dos tambores, inicia-se também certa dança maníaca de luzes em diferentes tons. Nasce disso, um espetáculo de música e imagem orgânicas, sendo que a qualquer sinal de exaltação de qualquer dos componentes, um gás visível é lançado, de modo a se criar o cenário perfeito em que se tudo pode acontecer.
E lá, no cenário da possibilidade infinita, temos um jardim sonoro que se bifurca em dois discursos: a voz não verbal dos instrumentos e a voz de um coração que fala. Tanto um discurso quanto outro vivem em simbiose eterna, misturando-se como se fossem duas linhas de um eletrocardiograma que se atraíssem uma pela outra, e que se casassem numa narrativa que desse como fruto, a tragédia.
É na tragédia, composta pela sincronia dos versos tristes aliada com a euforia rítmica dos acordes, que está um dos ápices da perfeição da arte. A filosofia, falo da boa filosofia, já se encarregara de postar a tragédia no alto pilar das artes, pilar que tem, sem dúvidas, como cume máximo, a poesia. Cantar a própria tragédia é o que fazem, tais músicos, e se num primeiro olhar, mais ingênuo, isso aumenta-nos a vontade de morrer, por ouvir melhor, entendemos que ao caminharmos pelo bosque da desgraça que a canção nos leva, conseguimos melhor ver os desafios do acaso e manusear com mais esclarecimento os estados de extrema melancolia.
E se o jardim dos sons bifurca-se, também assim se faz o campo das imagens. A coreografia é dada pelo limite de atos de um músico, que faz com que o reconheçamos como tal, e do não-limite, que foge à vida e entra no campo do infinito, tornando-se aquilo que tudo pode ser. Ao fugirem de atuar como músicos, porém tido como eles, instauram nos espectadores o desconforto produtivo que desconstrói a estrutura mecanizada das apresentações tradicionais. O pavor está nos olhos, a catarse, ou seja, a purificação calma depois da guerra, nos aplausos.
Ao final, tais músicos flagelam-se e derrubam-se entre a maquinaria acústica, provando, numa teatralidade imensa, o valor de destruir-se para, só então, renascer.
Just thought I'd tell you that we in Amber Oak have recorded some of our material which is currently available at our myspace. So if you have any spare time, please have a listen and if you want to, you can also download the tracks to your computer.
Any feedback, good or bad, would also be greatly appreciated!
Grande wonderboys!! sussegado? Se tiverem aqui por Ctba dia 30, apareça no nosso show com a Mallu Magalhães, no Jokers. Show de lançamento do EP Descontrolada.