O projeto "Três Meninas do Brasil" reúne o talento de três grandes cantoras brasileiras: Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Teresa Cristina, que juntas se encontram para realizar uma série de shows musicais em cima da pesquisa da diversidade musical brasileira, que envolve o estado natal de cada uma. Com direção musical do maestro Jaime Alem.
Três Meninas do Brasil – o show
Três Meninas do Brasil é um show que reúne e mistura três grandes artistas da música popular brasileira – as cantoras e compositoras Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Teresa Cristina. “Grandes artistas” no sentido de que, além de gozarem de enorme produção musical e de um crescente público, as três são produtivas, criativas e donas de carreiras sólidas e coerentes.
Jussara Silveira, mineira de nascimento, mas naturalizada baiana, é uma cantora de voz afinada e delicada, que passa por vários nuances de uma MPB mais sofisticada. Já lançou 4 discos e ganhou prêmios importantes como o da Associação de Críticos de Arte. A maranhense Rita Ribeiro tem voz personalíssima e bela. Mais eclética, ela traduz em sua musica a mistura de MPB, cultura pop e a chamada música popular de raiz, que já lhe rendeu uma indicação ao Grammy Awards e o Prêmio Aval do Rival Petrobrás. A carioca Teresa Cristina, dona de um belo e afinado canto – e de um carisma sem igual – construiu sua premiada carreira na fronteira criativa ente as diferentes vertentes do samba e da música popular de raiz. Junto ao grupo Semente, tornou-se o grande nome da nova geração do samba carioca.
O nome do show – Três Meninas do Brasil – é bastante sugestivo e já revela algumas características do projeto que estamos apresentando. A primeira é a marca de gênero: são três mulheres no palco, dividindo os vocais (ora em momentos solos, ora em coro, ora em uníssono) em duas horas de show. A segunda é a marca do território: por ser, cada uma delas, de um estado brasileiro emblemático, e tendo elas passeado em turnês pelo resto do país, é possível dizer, sim, que elas representam a diversidade cultural brasileira; que elas são as meninas do Brasil, como explicaremos melhor nas justificativas.
O repertório do show – ao misturar canções inéditas, clássicos do cancioneiro popular ainda vivos na memória do povo, e outros quase esquecidos porque regionalizados – busca refletir o que há de comum e o que há de específico nas carreiras de Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Teresa Cristina, suas convergências e divergências artísticas e musicais, que acabam por refletir a diversidade da música popular brasileira. Um repertório executado em trocas e parcerias inusitadas, onde poderemos ver e ouvir Teresa Cristina interpretar um exemplar do cancioneiro de raiz baiana, do qual Jussara Silveira é íntima e/ou ver e ouvir Jussara interpretar uma canção do universo artístico de Rita Ribeiro e/ou ver e ouvir Rita emprestar a voz às vertentes do samba carioca defendidos por Teresa.
Com direção musical do maestro Jaime Alem e direção artistica de Jean Wyllys, o show conta com a participação dos músicos:Israel Dantas (guitarra/violões e vocais) Rômulo Gomes (baixo) Marcelo Costa e Claudio Brito (percussões) e Jaime Alem (violões, viola e vocal).
Este show foi realizado com grande sucesso de público e crítica, em dezembro de 2007, no Rio de Janeiro.
As Cantoras
Jussara Silveira
Jussara Silveira é uma cantora baiana. Há talvez quem insista em frisar sua origem mineira. Jussara é natural de Minas, mas uma cantora baiana.
Estreou como cantora em 1989, no Teatro Castro Alves, maior casa de espetáculos da Bahia. No ano seguinte, já ganhava fôlego para mostrar seu trabalho no grande auditório do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP). A partir daí, tem cantado nas mais importantes casas de shows de São Paulo, do Rio de Janeiro e muitas outras cidades do Brasil e do exterior.
Vencedora do Prêmio Copene de Cultura e Arte (hoje Prêmio Braskem), na Bahia, Jussara lançou seu primeiro disco solo em 1997 (selo Dubas Música/Universal). Participou de várias coletâneas, como o antológico CD Diplomacia - Tributo a Batatinha (EMI) e Cole Porter e George Gershwin – Canções, Versões, de Carlos Rennó (selo Geléia Geral/Warner).
Em 1998, lança seu segundo disco, Canções de Caymmi (selo Dubas Música / Universal), eleito um dos melhores do ano pelos críticos do jornal carioca O Globo. Em 2000, gravou duas faixas no álbum do guitarrista português António Chainho, Lisboa – Rio; e foi convidada pelo mestre lusitano e por Maria Bethânia para se apresentar com eles no Rio e em São Paulo.
As participações especiais seguem com a gravação de sete faixas do elogiado CD São Paulo Rio (selo Maianga Discos), do compositor paulista Zé Miguel Wisnik, e, mais tarde, no disco Pérolas aos Poucos (Maianga Discos). Com Zé Miguel, ela tem feito shows regularmente, no Brasil e no exterior, na companhia de artistas como a cantora Ná Ozzetti e do violonista e letrista Arthur Nestrovski. Em 2006, estiveram juntos em Berlim, durante a “Copa da Cultura”. Jussara também dividiu a Concha Acústica do Teatro Castro Alves em shows ao lado de Nana Caymmi, Maria Bethânia e Alcione.
O terceiro CD da cantora, Jussara, foi lançado em 2002 (selo Maianga Discos). Nesse disco, ela interpreta um repertório que navega pelo Oceano Atlântico para estabelecer um elo entre sonoridades do Brasil, de Portugal e de Angola.
Em 2006, Jussara Silveira lança dois discos (pelo selo Maianga): Nobreza, um duo de voz e violão, em parceria com o violonista Luiz Brasil; e Entre o Amor e o Mar, projeto premiado no programa Petrobras Cultural e que inclui canções de compositores consagrados, ao lado de novos nomes da música brasileira. Também neste ano, teve participação no disco Ode Descontínua e Remota Para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio, uma seleção de poemas de Hilda Hilst, musicados por Zeca Baleiro.
“Uma voz carregada de sentidos, que vão se desnudando aos poucos”, escreveu Arnaldo Antunes. O contrário também vale: são sentidos carregados de voz, que ela traduz e transforma em mil e uma canções.
Rita Ribeiro
Rita Ribeiro nasceu no Maranhão e, depois de morar em São Luis, onde iniciou sua carreira de cantora, começou a despontar como grande revelação da música brasileira em 1996.
Em 1997, já morando em São Paulo, gravou seu primeiro CD intitulado “Rita Ribeiro”, com produção de Mario Manga e Zeca Baleiro. O CD e o show Rita Ribeiro, após apresentação em várias capitais brasileiras, deram projeção nacional à cantora maranhense.
Em 1998, assinou contrato com a MZA Music, gravadora do produtor Marco Mazzola, e ainda sob a batuta do maestro Mário Manga, lançou em 1999 seu segundo CD, “Pérolas aos Povos”, que recebeu excepcional acolhida de público e crítica. Neste mesmo ano, ao lado de Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Zeca Baleiro e Chico César, apresentou-se na noite brasileira do “Festival de Jazz de Montreux”, na Suíça, e foi convidada para se apresentar no “Festival Brasil-Caracas”na Venezuela, alcançando grande dimensão internacional em sua trajetória musical.
Em 2000, dando continuidade ao lançamento e divulgação do CD “Pérolas aos Povos”, Rita Ribeiro foi convidada a participar do Festival “Todos os Cantos do Mundo”,dividindo o palco com Lokua Kanza, considerado um dos grandes expoentes da música pop africana, e ainda nesse ano, teve seu Cd lançado nos Estados Unidos e Canadá pela gravadora Putumayo World Music, o que resultou na realização de uma turnê de agosto a setembro de 2000, nas principais cidades americanas e canadenses, entre elas São Francisco, Los Angeles, Toronto e Montreal, para platéias de 15mil pessoas.
O resultado desse empreendimento levou Rita Ribeiro a ser indicada entre os melhores do mundo ao Grammy Awards 43rd, na categoria de melhor álbum de pop latino, realizado em fevereiro de 2001.
Ainda em 2001, a cantora lançou seu terceiro Cd “Comigo”, com produção de Marco Mazzola, co-produção dela e do parceiro Pedro Mangabeira, que representou uma mudança em seu visual e uma ampliação de seu público em todo Brasil. Mas, sua popularidade, sempre crescente, aumentou mesmo com o inovador Tecnomacumba,, resultado de uma intervenção cultural que ficou em cartaz por quatro anos, sendo lançado em 2006 pelo selo Manaxica Produções com distribuição da gravadora Biscoito Fino.
Recentemente, Rita Ribeiro estreou, ao lado de Jussara Silveira e Teresa Cristina, o concorrido e elogiado show Três Meninas do Brasil, com direção musical do maestro Jaime Alem, e atualmente elabora o repertório de seu novo cd a ser lançado em 2008.
Teresa Cristina
Considerada o grande nome da nova geração do samba carioca, Teresa é uma das responsáveis pela revitalização cultural da Lapa. De canto doce e interpretações emocionadas, ela vem conquistando a cada dia mais fãs com um repertório feito de composições próprias elogiadíssimas e belas releituras de nomes como Candeia, Chico Buarque e Paulinho da Viola.
A carreira de Teresa Cristina começou em 98. Procurando músicos e repertório para um show em homenagem a Candeia, a cantora acabou reunindo aquele que mais tarde seria o Grupo Semente. Esse nome saiu do Bar Semente, onde Teresa estreou a programação noturna e transformou em sucesso a então decadente noite da Lapa. De lá, passou a se apresentar em diversas outras casas noturnas do bairro, arrebanhando mais fãs e recebendo o primeiro convite para a gravação de um CD, uma homenagem aos 60 anos de Paulinho da Viola. Sucesso de público e crítica, o disco deu a ela os prêmios Rival BR e TIM de música, como cantora revelação, além da indicação ao Grammy latino em 2003 como melhor disco de samba do ano. A partir daí vieram “A vida me fez assim” e “O mundo é meu lugar”, gravado ao vivo e lançado em CD e DVD. Com esse trabalho, foi indicada novamente ao Prêmio Tim, desta vez nas categorias Melhor Cantora de Samba e Melhor Cantora Popular. Tamanho sucesso fez com que o álbum “O mundo é meu lugar” fosse relançado em dual disc, disco que de um lado é CD e do outro é DVD, além de chegar às prateleiras do Japão e da Argentina.
Depois de rodar o Brasil, sempre com lotação esgotada, e levar o legítimo samba de raiz ao Japão, às comemorações do Ano do Brasil na França e à Copa do Mundo de futebol, na Alemanha, Teresa Cristina continua o trabalho de divulgação de “O Mundo É Meu Lugar”. Em suas apresentações, releituras de clássicos do samba, pérolas desconhecidas e um repertório próprio que fica na cabeça por dias garantem um show único, verdadeira aula de samba puro, como só a Lapa ensina.