Vivo no Hiphop desde 1997, na década em que surgiram grandes nomes da Tuga que ainda hoje contribuem para a evolução deste género- mantendo-o genuíno. No entanto, já seguia a veia poética, prazer de escrever e criar, que mais tarde definiu-se na Poesia Urbana, ao mesmo tempo que descobri o tempêro do rítmo e da música, indispensavelmente ligado às palavras: a Música e a Poesia. Saí à rua, tropecei, caí, vi, levantei-me dos conflitos, e absorvi toda ou quase toda a história dos pais da minha cultura da era old school à mais recente, valorizando a pontualidade e actualidade das rimas em determinados contextos. Mensagem- tornou-se cada vez mais importante no meu percurso, sou defensor de "o que é que tens a dizer", tal como nos velhos tempos, quando se mergulhava no significado das coisas.
Comecei por dedicar-me ao Mcing em 2000, reconhecendo ainda a falta de maturidade. A evolução dos "skills" foi progressiva conforme a motivação e influências com as quais me identificava. Na companhia do meu crescimento, Icon e Ativo foram os principais elementos, guardando tardes de suor em improvisos, gravações, honestidade e força de vontade. Juntos confrontámos condições rudimentares, com poucos meios para nos elevarmos na música, mas nunca perdendo o sentido sonhador que sempre passou despercebido por trás de uma eterna paciência. Em 2005, os 3 fomos convidados para lançar o Projecto Geração I (Igualdade e Defesa dos Direitos da Mulher) com um Hino de Hiphop, cuja magnitude deve-se em grande parte à presença do Dj Kronic na força do instrumental e experiência notável. A partir daí, a "Gera I" foi a algumas escolas cantar em nome da Igualdade.
Neste momento, programo gravar algumas maquetes (no meu quarto, 6 Sentido estúdio) e seguir, inicialmente, um projecto a solo, o EP IntroVersos para a posterior realização do álbum UniVersos. Frequento o curso de Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE), daí a dedicação à produção, sem deixar de lado o gosto de ouvir e admirar a música que vai nascendo e a que nunca morre. Concluíndo, sou e sempre serei discípulo Mc/Produtor, ajudante dos que sentem, e farei o meu projecto apenas para provar e levar uma geração em vias de seguir intuitivamente o Hiphop, através da criação distinta. Apesar do pesar da minha consciência, sou casado com uma vida simples, no esforço de não a traír caíndo no tempo. Provam alguns versos: "Curtia ser Caeiro, espontâneo como o vento, mas o meu rebanho é um estranho monte de pensamentos"; "Virtus - é grande demais para mim, não sou um exemplo de moral. Virtus vou-me chamando assomando a experiência- longe de quem nunca a teve".
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