Ciro Pessoa: voz, guitarra eléctrica e guitarra de 12 cordas; Anna Ruth: baixo; Wania Forghieri: teclas; Marinella 7: bateria. Houve, também, a colaboração de Akira S (dos Akira S e as Garotas que Erraram: stick em "Jardim das Gueixas") e Fernando Deluqui (dos RPM: guitarra em "Tão Perto").
Influences
Cocteau Twins, Edgar Allan Poe, Arthur Rimbaud, Stéphane Mallarmé, Nagarjuna...
O projecto Cabine C surgiu quase como que por ironia do destino. Decorria o ano de 1981 quando foi fundado, por estudantes do Colégio Equipe, de São Paulo (onde também teriam a sua primeira apresentação ao vivo), o grupo Titãs do Iê-Iê. Desta formação original, fazia parte Ciro Pessoa, que viria a permanecer na banda até 1984, altura em que sai devido a divergências estéticas e pessoais (mormente com o baterista André Jung, que se tornou mesmo em inimizade), precisamente quando se preparava o lançamento de um 7'' single pela WEA. Embora já não fizesse parte do grupo, aquando da saída deste registo e do primeiro album (nesse mesmo ano e com o grupo já com o nome encurtado simplesmente em Titãs), algumas das composições ainda têm a sua assinatura ("Sonífera Ilha", "Babi Índio" e "Toda Côr"), sendo os temas do single precisamente "Sonífera Ilha" e "Toda Côr" (que atinge a marca das 60.000 unidades vendidas). Entretanto, Ciro funda os Cabine C, aos quais se juntam Anna Ruth (ex-AKira S e as Garotas que Erraram), Wania Forghieri e Marinella 7 (que tinha formação clássica).
Este novo projecto apresenta novas sonoridades, bastante diferentes das suas anteriores andanças. Se antes tinham navegado pela New Wave e Ska, agora exploram uma vertente mais ligada ao Pós Punk, Cold Wave e Gothic Rock. Aliás, as influências que assumem como principais no seu trabalho passam quer pelos Cocteau Twins, quer por Edgar Alan Poe, tendo Ciro sido mesmo rotulado de ídolo dark!...
Tendo o apoio de uma das maiores bandas de New Wave da altura, os RPM, que tinham acabado de criar um selo editorial, a RPM Discos, os Cabine C editam o seu único registo, o LP "Fósforos de Oxford", após dois anos a calcorrear os palcos do underground paulista, onde foram ganhando o estatuto de banda de culto. O disco, vogando por diversas paisagens sonoroas e evocando atmosferas diversas, faz juz ao nome escolhido para o grupo, evocando a cabine de uma embarcação que parte rumo a destino incerto. Pleno de referências literárias, oferece visões de paisagens desoladas, mas nunca perdendo a sobriedade. Essa sobriedade foi em muito devida ao trabalho do produtor, Luís Schiavon, que soube manter as ambiências próprias do grupo, enquadrando-as e interrelacionando-as de forma subtil e sem pretenciosismos desecessários.
Contudo, e apesar do apoio das rádios e imprensa, e de terem começado a preparar novas músicas, o grupo deu por findas as suas actividades, em muito devido a quesílias com a editora que os tinha apoiado até aí e que não os quiz libertar das obrigações contratuais (sendo por isso que, até hoje, ainda não houve nenhuma reedição do seu trabalho).
Ciro dedicou-se à poesia e jornalismo até que, em 2003, lançou o disco "No meio da chuva eu grito Help".
Dois anos depois (em 2005), e talvez apenas por coincidência, um dos temas "Fósforos de Oxford", "Tão Perto", é icluído na colectânea "The Sexual Life of the Savages", editada pela britânica Soul Jazz, e que abrangia vários dos mais representativos grupos Pós-Punk brasileiros.
Como afirmou em entrevista à Bizz, após o lançamento do disco, "vamos ser jogados aos leões. Não sabemos se vamos domá-los ou ser comidos"... Aparentemente, os leões não os perdoaram, como o fizeram a Daniel, mas para a História ficou um dos mais importantes discos lançados nas terras de Vera Cruz e que, muito graças ao advento e popularização da internet, vem ganhando adeptos um pouco por todo o mundo.
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É meus amigos... a volta se faz necessário, c/ tanta carência de criatividade e originalidade, o Cabine C se tornaria um dos maiores em nosso país nos dias de hoje !!!!! Gde abs
Ola pessoal do cabine c, me chamo Cris add o perfil de voces a algum tempo porém nao tinha deixado nenhum recado ou comentario ainda ,adoro as musicas do cabine c todas elas são magnificas,em especial minha preferida lagrimas rsrsrs...bom quando der manterei contato bjos ...Tchau!
Conheço a popularidade do Ciro Pessoa e da Cabine C. Infelizmente não encontrei nenhuma foto decente da banda, só acho fotos minúsculas nas quais os rostos dos membros não tem tanta definição.
O Ciro e a Cabine C são grandes referências na cena da subcultura gótica brasileira e notavelmente outros góticos e alterntativos os conhecem.
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