Corria o ano de 1984 quando a 15 iluminados, entre copos e pevides, ocorreu a lembradura de recuperar o espírito da “velha” Estudantina Académica de Coimbra no seio da Secção de Fado. Foi assim que, uns tempos antes do que viria a ser um grande sucesso no Sarau da Queima das Fitas de 1985, subiu ao palco pela primeira vez, em terras de Póvoa do Lanhoso, a Estudantina Universitária de Coimbra da Secção de Fado da A.A.C., o primeiro grupo do género a ressurgir em Portugal. Desde então, as “luzes da ribalta” brilharam e, de autocarro em autocarro, de avião em avião, já percorreu a Estudantina meio mundo, isto é… Espanha (frequentemente), França (várias vezes), Bélgica, Holanda, Alemanha, Suíça, Itália, Finlândia, Luxemburgo, São Tomé e Príncipe, Porto Rico, Perú, Cabo Verde, Canadá, México, China (Macau) e “Japão”[1]. Cabe aqui destacar as deslocações a Sevilha, na Expo 92, nas comemorações oficiais do dia de Portugal; deslocação a S. Tomé e Príncipe em 1989, tendo como consequência a fundação da Associação de Amizade Coimbra / S. Tomé; deslocação a Itália em Maio de 1994, por ocasião da visita oficial de S. Ex.ª o Presidente da República Portuguesa Doutor Mário Soares, tendo actuado no jantar de gala oferecido às individualidades italianas, no Palácio Ducal em Génova e representação de Portugal na reunião magna de todos os países com assento na OTAN; deslocação à Expo 08, em Saragoça. A Estudantina foi agraciada em 1990 com a medalha de Mérito do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. É ainda Tuno de Honra da Tuna de Arquitectura de Valladolid e da Tuna de Direito de Múrcia. A Estudantina encontra-se geminada com a Tuna Universitária de Salamanca, Tuna de Arquitectura de Valladolid, Cuarentuna de Alicante e Tuna Universitária de Zaragoza. Conta com três obras discográficas editadas: “Estudantina Passa” de 1989 , “Canto da Noite” de 1992 e “Portugal Total” de 1998, compostos por temas originais da própria Estudantina sendo os restantes orquestrados pelo grupo, assim como várias participações em CD..s de Festivais de Tunas. De cariz essencialmente popular na sua fundação, tem vindo, nos últimos anos, a assumir o papel de divulgação do património musical e cultural de Coimbra, integrando no seu repertório peças de autores coimbrãos de estilos tão variados como o fado ou peças corais eruditas. A Estudantina Universitária de Coimbra organiza anualmente o “FESTUNA - Festival Internacional de Tunas de Coimbra”. Como sinal indelével desta organização, editou o CD “ V FESTUNA”, gravado ao vivo no Jardim da Sereia e mais recentemente o CD Multimédia “ VII FESTUNA”, gravado no Teatro Académico Gil Vicente com Luís de Matos.
[1] O nome Japão, na gíria coimbrã, é atribuído a todas as localidades nacionais, fora das “muralhas” conimbricenses.