O Gigante surge no ano de 2006 tendo como integrantes, Guilherme Schmidt, Henrique Zarate, Lucas Abujamra Wirz que tocavam juntos no extinto College. Thiago Behrndt (Toda Essa Água) junta-se aos três e se inicia o trajeto musical.
Por motivos próprios, Guilherme e Thiago deixam a banda no final de 2006.
Em 2007, Henrique e Lucas seguem viagem e acabam por encontrar Thiago Andrade (Karne Krua, Perdeu a Língua, Triste Fim de Rosilene e, atualmente, Debate) e Renato Ribeiro (Bandits e, atualmente, Porto).
A estrutura torna a ter corpo e se fecha numa feliz união pós uma pausa forçada, já passada, simbora avante.
- Gigante Animal -
The Giant appears in the year of 2006, with the integrants Guilherme Schmidt, Henrique Zarate and Lucas Abujamra Wirz, who had been previously together in the extinct College. Thiago Behrndt (Toda Essa Água) joined this trio and then this musical journey has begun. For particular reasons, Guilherme and Thiago left the band by the end of that same year. In 2007, Henrique and Lucas continue with the journey and end up meeting Thiago Andrade (Karne Krua, Perdeu a Língua, Triste Fim de Rosilene and, nowadays, Debate) and Renato Ribeiro (Bandits and, nowadays, Porto). The structure comes back to form and ends in a happy union after a forced pause, that is now in the past. Straight on!
GIGANTE ANIMAL E O DESCONHECIDO
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Presente. Fazer música é atividade subestimada hoje em dia. Caso você "toque" e já procure existir sob tal realidade difícil e ingrata, sabe muito bem o que eu quero dizer. Mas você, público desconhecido, duvida? Ou discorda? Pergunte a qualquer banda ou artista que tenta realmente exercer essa, digamos, atividade. Procure saber como se sente quem tenta montar uma banda, organizar ensaios depois do trabalho, chegar a um entendimento criativo e egocêntrico, gravar suas próprias músicas e, por fim, procurar responder por tudo em cima de um palco e na frente de desconhecidos.
Já é cruel o bastante perceber que nem mesmo os amigos apareceram no show. Mesmo depois de convidar a todos mais de três vezes. Mas mortal é notar o absoluto desinteresse alheio a ouvir algo. Sem referência alguma, algo desconhecido. Às vezes é melhor enfiar uma chave de fenda de um ouvido até o outro do que ficar ouvindo a conversa de alguém de costas para você bem na sua frente enquanto você está tocando uma música. É o fim perceber que, pensando bem, não importa. Ninguém está prestando atenção.
Creio que se espera o fácil. O que chega até você de qualquer jeito. Automaticamente, talvez. Aquele conteúdo pré-selecionado e filtrado de acordo com o que você acredita que já sabe. Seja através do blog que também fala de filmes, seriados e HQs. Na conversa da balada mais comentada da Zona Oeste. O som que o DJ ou jornalista recém-formado (ou sem diploma, mas já na casa dos 40 admirado por quem ainda não fez 20) não colocou para tocar mas comentou bem no Twitter. Ou Orkut. Ou MySpace. Ou o que? Ou não se fala nisso. Há uma única chance de ser notado em tamanho descaso e dissimulação bem comportada: É necessário ser grande, grotesco, visceral, sujo, mal-cheiroso, forte, pesado, direto e, acima de tudo, presente.
Eis o gigante animal. Uma banda. Presente. Diante do que é desconhecido.
As informações você consegue na ficha técnica. Por favor, não se limite a copiar e colar. Escute. Lucas e Kike, ex-integrantes do College, assumem uma estética musical já sem "urgência angular", mas sim com uma reflexão elaborada, um tom que não apenas denota maturidade: transmite uma pulsação interna, nos faz descruzar os braços. Junto a eles Renato e Babalu. Ambos originais do hardcore, respectivamente guitarrista e baterista capazes de fazer o desinteressado na frente do palco ficar quieto pelo menos por um minuto e prestar atenção no que estão tocando. Uma façanha e tanto.
Uma noite. 20 minutos. Três músicas. É o necessário para você formar sua própria idéia. Escute a música. Conheça o Gigante Animal. Não espere o fácil. Dê margem à música como vínculo, como algo que integre você a onde ainda não conhece e a quem você ainda não encontrou antes. O Gigante Animal é uma banda. Se a música deles, no mínimo, traduziu qualquer tipo de sentido a você, levante. Vá em frente, vá a um show. Não cruze os braços, não fique afastado. Olhe nos olhos das pessoas, cumprimente alguém que você não sabe quem é. Corra um risco, seja honesto. Sorria com sinceridade. Mostre que você se importa por algo que ainda não está na sua cabeça. Perceba que nada é desconhecido. Tudo está ao seu redor. E, no final, assuma que se não for deste jeito, não é a música que está sendo subestimada hoje em dia. Futuro: Na verdade, é você.
Sérgio Ugeda