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Formada em meados de 2007 por dois amigos de colégio que viajavam na onda do rock britânico dos anos 90 e da forte estética indie-rock-alternativo-cool-qualquer-coisa, a Ice Age Comin’ deu seus primeiros passos com Lucas Alves (guitarra e voz), Lean Valente (guitarra e voz), Ramon Serra (contrabaixo) e Gabriel Feitosa (bateria e voz).
Acabaram, por ventura do destino, realizando a gravação de seu primeiro EP intitulado cretinamente de “Crise da Metade da Meia Idade” (porque isso sim é um nome cretino) e lançando 4 (Quatro) modernas canções pelos diversos sites da web, tudo de maneira inteiramente independente, conquistando admiradores pelo Brasil e abrindo portas pelas diversas casas bacanas do Rio de Janeiro, dentre elas o Sesc Engenho de Dentro, Cine Lapa, Saloon 79, Recanto da Lapa e Empório, além de shows intermunicipais e, quem diria, interestaduais.
Mais tarde, com a saída de Ramon Serra das quatro cordas, Hector Pires assumiu o baixo e a nova IAC (assim como costumam chamá-la, pra não se enrolarem no inglês) seguiu seu caminho com novas composições pelo ingrato mundo do rock.
Guitarras retas, baixos marcados e vocais quase que falados em tom de conversa definem a sonoridade pulsante destes quatro rapazes de Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro. As influências são das mais diversas e bizarras possíveis, indo desde Roberto Carlos, passando pelos barulhentos The who e Stooges, até chegar no hype britânico do século 00, como Arctic Monkeys, Franz Ferdinand e Strokes. É pra mexer os sapatos. Talvez por toda essa salada, as músicas não lembram nada em específico, sendo quase impossível apontar uma referência óbvia, é tudo muito caótico. Quando olhamos para estes quatro malditos se balançando como pêndulos e esbarrando uns nos outros pelo palco, pensamos apenas num misto de dinamismo, pulsação e muita energia, tudo o que rock não poderia deixar de ser.
As canções têm temas estranhos e nada convencionais (pudera, quem escreve a maior parte delas é o baterista), versando sobre medos estúpidos de avião em tempos de crise aérea, ou até mesmo análises de indivíduos desesperados em estações de metrô abarrotadas. O caos urbano e a modernidade são os grandes colírios de inspiração para estes quatro brincalhões, que como eles mesmos preferem dizer: apesar de nunca terem esquecido as velhas influências clássicas sessentistas de beatles e mutantes, fazem simplesmente um rock modernoso, tecnológico e nada burocrático. Uma linda homenagem ao barulhento século XXI.
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