Laurie Anderson, Bernard Heidsieck, Augusto de Campos, Serge Pey, Henry Chopin, Enzo Minarelli, Ezra Pund, Allen Ginsberg, Iva Bittová, Fred Frith, Hélio Oiticica, Ghérasim Luca, Philip Glass, Philadelpho Menezes, Edward Cummings, Edgar Varèse, Stockhausen, Sousâdrade, Walt Whitman, Gerardo Dirié, Walter Smetak and John Cage
POLYPHONIC BAOBAB EMBOLADA:
Sounds Like
PEIXE-FALHA
(fragmento de poema inédito em livro)
eis um gólem de merda ou de arame
אמת
no anticorpo da pedra
o dúctil da pedra
todo caos é provisório
polpa pra formar cabeças
umbigo-plexo no eixo do sol
autômato
peixe-falhante-d-estrelas
a cidade assentada na base da montanha como
um brinquedo de deus
de arame ou de merda – cidade-gólem
escrita ao contrário
as sete mil patas de rua no coração do câncer
e o cão sonhando a canidade
ou os homens
a nomear quantidades cada vez maiores
os dentes da barata são macios e
acariciam a pele
dormir como quem acorda –
parcialmente morto ou
morto
מת
THE ORNAMENTS
translated by Rachel Rothenberg
(from the book Intradoxos)
and the man was wrenched from the husk of night
and granted teeth and eyes
and woven into daylight and made to hear
and he heard:
the wheat grazing Galileo’s ether
the bare feet
the grass damp with mint
and he heard:
the impenetrable skin
of his impenetrable body
[caterpillars taking root in the imitation of vertebrae]
flanks and backs
of pachyderm carcasses
Márcio-André was born in 1978 in Rio de Janeiro. He wrote the books Movimento Perpétuo (2002), Intradoxos (2007) and Ensaios Radioativos (2008). He is co-founder, editor of and essay-writer in the arts and literature journal Confraria, set and published in collaboration with the Post-Graduate Department of the UFRJ and the Confraria do Vento publishing house, where Márcio-André holds a post as editorial coordinator. A multimedia artist, in his performances he plays the violin while reciting poetry (by means of previously recorded sound), with projections of images, fonts, architectural drawings and TG tree diagrams. The perfectioning of his concept led to the creation of the project-group Arranjos para Assobio, made of poetical textures and experimental realities, which, fusing physical and oral expression, projections, and sound and stage elements, searches for new ways of poetry reading. He have presented his performatic reading in many cities throughout the world, including: Coimbra, Buenos Aires, Paris and London. In 2007, he carried out a performance in Pripyat, in Chernobyl (isolated by radiation since 1986), by which became known as "radioactive poet". In this performance, he held a solitary "conference" amid the rubble of the ghost town. In 2008, held the performance The Polyphonic Baobab Embolada and received a scholarship-prize by the Braziliam National Library Foundation.
Márcio-André alone in the ghost town in Chernobyl, 2007
Hommage à Anna Politkovskaïa et à tous les journalistes russes assassinés
Ilan Kaddouch: piano, électronique Pascal Tursan : ténor Laurent Jarfer: texte, voix version créée à l’occasion du BIPVAL 2009 (texte original disponible dans le numéro 6 de la revue de poésie DIXIT)
Olá Márcio, td blz rapaz? Parabéns pelos trabalhos atuais, me amarrei no "Indivisível"! Vim aqui para, além de prestigiar o seu talento, também divulgar o MySpace de meu tio Lau Pinheiro, que acabamos de criar. O Estilo dele é um Mpb bem swingado, com letras bastante legais. Espero que goste. Um abraço!
coloquei a música OX no meu perfil, gosto das outras tb, mas aquela é a q achei bem genial, completa ou talvez pq li mais sobre ela até agora, devagar vou conhecendo, seu trabalho é muito bom, continue, o ano é seu Inove, isso é contigo mesmo ;D
beijinhos, pena q não a achei no youtube, mas achei outras novidades q adorei! vou passar a acessar mais aqui, tinha esquecido mas agora está tendo muita arte boa por aqui!
o dia amanhece, o Sol tenta entrar portas fechadas, que seja por frestas eis que estou a me danar... por ser mãe e amar?
julgada por homens em nome de Deus desterrada de minha fé, decepada no espírito por ser mãe e mulher?
o que é ter um filho pra você, homem-deus? grito e luto como dá desobedeço a homens-deuses pra dos males escolher o menor e ao menos tentar estancar a ferida nas entranhas de meu bem maior
que defeito horrível tem a mulher decide deixar a alma aos diabos viventes pra lutar pelo futuro do fruto de seu ventre que já vive, sente; sente mais do que devia
os males impostos, a perdição duma instituição e ainda há de esperar pelo milagre maior da deusa mãe que nunca abandona
Prazer, Marcio! fiquei tão curiosa com o teu trabalho,mas sóo pude ouvir / pensava que íamos mesmo depois de ti, e acabei por me preparar... entes do tempo. de todas as formas epela olhada nos radioactivos fiquei curiosa. onde posso aceder? um abraço