Leticia Persiles : voz, pandeiro e castanholas
Luiz Cesar Pintoni : guitarra e bandolim
Bruno Baiano : bateria e percussão
Daniel Wally: baixo, pandeiro e percussão
Auxiliares:
Lui Coimbra : violoncello e rabeca
Renato Cigano : acordeon
Como o pequeno fruto arroxeado que lhe dá nome, resgatado da literatura de Ariano Suassuna e seu “Romance da Pedra do Reino”, o Manacá é produto de nossa terra. Goste-se ou não, há que se admitir: em nenhum outro lugar, que não o Brasil, poderia surgir banda igual. Tal qual tropicalistas contemporâneos, a banda explica para confundir, e confunde para esclarecer, antropofagizando influências heterogêneas, em diálogos improváveis, que muitas vezes extrapolam o puramente musical, contrapondo Cordel do Fogo Encantando ao neo-progressivo americano do Mars Volta; Movimento Armorial a Led Zeppelin e Queens of the Stone Age e Novos Baianos, dentre muitos outras das inúmeras combinações possíveis. As letras não deixam por menos, e versam sobre temas pouco comuns no árido cenário do pop/rock, tão diversos quanto as festas de reisado do Nordeste brasileiro e os movimentos sebastianistas do século XIX. As temáticas do Manacá são sólidas, como é a parede sonora que adiciona castanholas e viola à tradicional tríade baixo/guitarra/bateria. Em lugar de alienar, acrescenta; não menospreza, faz pensar. Fugindo da reverência passiva aos mestres em cuja fonte não se furta em beber, o Manacá ousa, lança mão da saudável imprudência permitida à juventude (e somente a ela) e clama por lugar próprio na música brasileira. Se a realidade futura estará a altura de tamanha pretensão, vale o clichê: só o tempo poderá dizer. Mas já estava na hora de uma banda chamar para si a responsabilidade do novo. E a meteórica ascensão do grupo dá o que pensar: em parcos 365 dias de existência, deixou a Zona Norte do Rio de Janeiro para conquistar alguns dos palcos mais tradicionais da cidade (Teatro Odisséia, Circo Voador, Cine Íris) e de fora dela, coroando sua curta trajetória com uma elogiada apresentação no Festival Mada, no Rio Grande do Norte. Seguindo rumo a um caminho que aponta para cima, o Manacá faz do que há de mais local sua porta de entrada para o global. É o Brasil para o mundo, e o mundo para o Brasil, sem apelar para batucadas de gringo nem se render ao purismo totalitário das manifestações pretensamente autênticas de nossa cultura. E nunca, nunca deixa de soar Rock, com ‘R' sonoro e maiúsculo. Um alívio para ouvidos cansados.
Momentos importantes:
•Festival Mada - Natal -RN - 2007 •Festival Calango - Cuiabá - 2007 •Fundição Progresso (RJ) - abertura Cordel do Fogo Encantado 2007 •Circo Voador com Móveis Coloniais de Acajú - Mola 2007 •Manacá e Pedro Luis dividindo o palco no Sesc Tijuca •Lona de Realengo com Moptop e Luxuria •Festival Humaitá Pra Peixe 2008 •Festival Se Rasgum - Belém do Pará - Set 2008
Programas de Tv:
•Jornal da Globo •Programa Bastidores(multishow) •12h no estúdio da trama(multishow) •Programa Zero Km(multishow) •Afinando a lingua(futura)
Olá Manacá, tudo bem? Parabéns pelo seu trabalho. A música Lei de Murphy ganhou o 1º lugar no Festival de Santa Maria. Ela foi interpretada pela Carol Voigt. Gostaria que a visitasse no myspace.com/srtavoigt e desse uma força para ela. Muito obrigado, abraços e sucessos sempre!
Pena o cd de vcs ainda não ter sido lançado... malditas geladeiras gravadorescas! Força irmão! Caminhamos juntos na difícil estrada da música. Grande abraço..
wow, what a great blend of subtle and powerful! love the power of Diabo and then Lamento is one of the prettiest songhs i have heard. Wow, well done. hope all is good. be well