The Clash, Devo, The Police, U2. Without forgetting Jimi Hendrix, Frank Zappa, The Who and Pink Floyd (with Syd Barret). Including Brecht and Marx, naturally!
The Clash, Devo, The Police, U2. Nunca esquecendo Jimi Hendrix, Frank Zappa, The Who e Pink Floyd (com Syd Barret). E, não dispensando Bertolt Brecht e Marx, claro.
Sounds Like
Portuguese Rock, Freedom Rock, borned with the 25th of April Revolution
Rock em português, Rock da Liberdade, Rock de Abril!
30 years ago, they began animating dances and parties, playing classics from The Beatles, The Stones and Pink Floyd, and songs from bands such as The Clash, Devo, The Police or U 2. But soon they decided they would not waste the rest of their lives playing music from others to entertain people. So, in the turning to the 80's, when the so called Portuguese Rock’s boom took place, they decided not to stay off the movement and caught the first opportunity they had: they entered the SoRock contest and after an overwhelming performance they won the right to record two singles (when disks were still made… of vinyl): the first one, “Aos Domingos vou à Bola” (about soccer alienation) and “Você é um Homem Livre?” (about workers exploitation); the second one, “Nuclear (à Beira Mar)” (against nuclear power) and “Sonho Acordado” (a love song). From there, two short years of intense activity happened, with performances on radio and television, and concerts throughout the country, together with the greatest bands of that time. Press said they were “rock guerrillas”, a band "with interesting things to say" and a "surprise in the search of new ways for Portuguese Rock." Newspapers always wrote they gave a "decisive contribution" to the politicization of rock and “Você é um Homem Livre? was the first political manifesto of Portuguese Rock. Yet they considered them "a real manifesto" and stressed "the power of the lyrics […] of their songs" and " the excellent impression […] of their work." Despite of all this, in a country of mild customs more accustomed to keep silent and to consent, their message of resistance and protest would not go completely. Market law would speak louder and, like most of the bands of that time, they did not survive, as they did not sell enough. They finished in the end of 1982, after having helped to write some of the pages of Portuguese music of the 80’s history. But their memory will not be forgotten. And to revive it, 25 years later, we have them here among us! Rock'n roll is back!
Há 30 anos, começaram por animar bailes e festas, tocando clássicos dos Beatles, dos Stones e dos Pink Floyd, e temas de grupos daquele tempo, tais como os Clash, os Devo, os Police ou os U 2.
Mas, desde cedo, decidiram que não haveriam de passar o resto da vida a tocar música dos outros, para entreter o pessoal. Por isso, na viragem para os anos 80, quando se deu a explosão do chamado rock português, com Chico Fininho, de Rui Veloso, Cavalos de Corrida, dos UHF, e Chiclete, dos Táxi, eles não quiseram ficar à margem do movimento e aproveitaram a primeira oportunidade que se lhes deparou: concorreram ao Só Rock, venceram uma das eliminatórias do concurso e realizaram uma exibição arrebatadora na finalíssima que lhes abriu as portas para a gravação de dois singles (quando os discos ainda eram de vinil…): o primeiro, Aos Domingos vou à Bola e Você é um Homem Livre?; o segundo, Nuclear (à Beira Mar) e Sonho Acordado.
A partir daqui, foram dois curtos anos de intensa actividade, com passagens na rádio e na televisão, e concertos por todo o país, ao lado das maiores bandas da época: UHF e Táxi, já referidos, mas também Heróis do Mar, JáFumega, Go Gral Blues Band, Lena d’Água e a Banda Atlântida, Roquivários, Trovante. Na memória de quem assistiu ficou ainda o concerto que realizaram, na antiga sede do Ançã Futebol Clube, com a participação dos Xutos e Pontapés, naquela altura, companheiros de editora.
Sobre eles, António Duarte, do jornal “Sete”, afirmou serem uma banda “com coisas interessantes para dizer”, uma “surpresa na procura de novas vias para o rock português”. Para Belino Costa, do mesmo jornal, eles deram uma “contribuição decisiva” para a politização do rock e “Você é um Homem Livre? foi o primeiro manifesto político do rock português”. O crítico Manuel Falcão, do Som 80, considerou-os “um autêntico manifesto” sublinhando “a força das palavras […] das suas canções” e a “excelente impressão […] do seu trabalho”.
Apesar de tudo isto, num país de brandos costumes, mais habituado a calar e a consentir, a sua mensagem de resistência e indignação não iria passar completamente. O mercado falaria mais alto e, tal como aconteceu com a imensa maioria das bandas daquele tempo, por não terem vendido o suficiente, eles não sobreviveram à crise.
Acabariam nos finais de 1982, depois de terem ajudado a escrever algumas das páginas da história da música portuguesa dos anos 80. Por isso, a sua memória não se apagará.
E para reavivá-la, 25 anos depois, temo-los aqui connosco!
O rock está de volta!
Manifesto, fica aqui o convite para uma espiada no nosso ultimo videoclipe deste 4ºalbum, do single “Fico a espera...quero ver o fim”. Agradecemos o apoio na divulgação do mesmo, cumprimentos dos Alcoolémia...