São dois; são Os Cactos…
Ambos ex-New Connection, actualmente nos Electric Domestique, em Os Cactos, António Ramos (Torré) e Gonçalo Leitão movem-se por outros terrenos. Terrenos onde a liberdade criativa impera, onde a música experimental tem o seu principal e único campo de acção. São teclados, guitarras, percussões várias, saxofones, groove box, apitos e outros brinquedos, que fazem desta experiência um movimento em contínuo; amplo; abrangente.
Uma ideia a acompanhar.
Olá Os Cactos, aparece na Good Vibes Party!!! Quinta 15 Outubro @ Santiago Alquimista
Good Vibes Party!!! Quinta 15 Outubro @ Santiago Alquimista
Ingredientes: Macacos do Chinês + Melo D + Skalibans + Kid Selecta + Camboja + Sessão de cinema com o documentário "Lusofonia a (R)evolução" + feira and visuals by Alatak!!!
Good Vibes Party: O Festão que faz do Outono Verão!! :) Bora lá!!!!!!!!!! Entrada Livre até às 21h30!!!
Sábado dia 10 de Outubro é um dia como nós gostamos. Cheio de movimento.
À
tarde inaugura a exposição "papel sobre uma mesa" de Nuno Sousa Vieira
na SEDE (18.00h.) e à noite é a estreia mundial da produção do a9))))
"Música dos Osso para paisagens de Moçambique" (Teatro Miguel Franco,
Leiria, 21.30h.).
Absurdamente o titulo choca-se, contradiz-se... O que uma coisa haverá de ter com a outra? Sendo a música de grande poder lúdico E a cocaína o entrelace das desgraças reais... Há quase setenta anos Sigmund Freud Receitava aos seus pacientes cocaína. E fora usuário, Charles Baudelaire O mais digno comedor de ópio Membro do clube haxixes descrevera Em seu livro, “Paraíso Artificiais” Os poderes alucinógenos Pelo o uso das tais substâncias... Ficar-se-ia nessa obra sua visão “católico-caótica” Sendo assim mais um relato de forma implícita de droga! Na inquisição não eram queimados ingênuos baseados Por jovens bronzeados, por jovens escandinavos Ou de olhinhos puxados... Eram jogados à fogueira grandes pensadores, gênios... Quem ousaria falar que a Terra era redonda? Galileu ousou... Ah, hoje sabemos o fim desse episódio. Rimbaud seria nesse século o expoente-mor Das loucuras astrais, seria a sensação do rock Não o rock abobalhado, não esse rock pobre, estúpido Meramente comercial, esse triste rock ‘n’ roll mundial Com refrões que nem a mais complacente Licença poética permite. No Brasil canta-se. “Ela com a boca dela, com a toalha dela.” “Ah! Pela última vez, ah! Pela última.” Que seja assim a última vez. Os grandes selos, gravadoras... Converteram-se ao protestantismo. Sabendo do público fiel consumidor Lancemos ao mercado fonográfico as testemunhas de Jeová. Saravá meu pai! Quanto apelo em busca de dinheiro. Prosseguem empurrando aos tímpanos do povo bregas-rômanticos De autêntico gosto ruim! De fato odeio as almas pequenas, não há nada de bom E quase nada de mal Confesso posso sentir ainda hoje o gosto do whisky E o aroma dos charutos do mestre Tom Jobim Admito que a pieguice impregnada da bossa Com sua batida e sua influência do jazz Satisfez-me, imagino-me caminhando ao lado Do Vinícius de Moraes nos dias de “balança-mais-não-cai...”. Não obstante, apenas imaginação fértil. Na crueldade dessa