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No início era o verbo: pobre, maltrapilho, maltratado em pretéritos imperfeitos.
De algum canto inaudito, surgiu Pin, dizendo ser possível torná-los (os verbos) escravos; mordê-los, gastá-los, sujá-los e, ainda assim, ter prazer nas coisas que ficam.
De outro canto, Aline, que gosta de apagar o "a" e ser só Line, ludibriando-se e brincando de soletrar sons, sonhos e sensações. Sussura que ouve Beatles e que sente tudo assim, ao mesmo tempo.
Veio, intorpecente, Joana, sem muito incomodar. Como uma gota que pinga na murcha flor, de sorriso amarelo e alma transparente.
Claro, há a Natália e seu laico impropério. Cética, concebe o universo num big-bang inverso, explodindo internamente impressões que afloram e dilaceram. Cospe, escarra, expele e segue uma quase leveza amarela.
Já Larissa, recusa o que não quer, apenas vive. Vive o inesperado que lhe espera, sem limite, transmutando entre as coisas que sente. E sente muito.
Uma idéia que leva a outra. O sussurro que traz o som, e com ele a música seguida do esporro. Torna-se grande, gigante e eterna, eco.
Um dia, outro. Uma música, outra, outra e mais outra. Uma infinidade de intensidades. Idéias que, mimeticamente, trocamos, misturamos e concebemos, em prosa ou poesia.
Harmonia. Não espere coesão, nem coerência. Cada um é aqui, em seu sentir, de maneira diferente. Subo, enfim, o pano deste palco para a Tipo Uísque, ou como quiserem chamá-la.
Escute com atenção.
Morda, arranhe, pise e, se possível, de vez em quando,
Afague. |
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