BROTO VERBO
Electro / Minimalist / Gothic
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Leiria,
Portugal
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10/13/2008
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http://www.myspace.com/brotoverbomusic |
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| BROTO VERBO: General Info
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| Member Since | 5/3/2006 | | Band Website | fadeinfestival.com/ | | Band Members | CARLOS MATOS
(all songs and lyrics) | | Influences | A Split Second
A Silver Mt Zion
Alien Sex Fiend
And Also The Trees
And One
Angels Of Light
António Variações
Attrition
Bathory
Bauhaus
Boredoms
Borghesia
Cabaret Voltaire
Calva Y Nada
Cassandra Complex
Chris & Cosey
Christian Death
Chrome
Cinema Strange
Clan Of Xymox
Click Click
Clock DVA
Cocteau Twins
Coil
Colder
Cramps
Crass
Croniamantal
Current 93
DAF
Das Ich
David Bowie
Dead Can Dance
Death in June
Deine Lakaien
Depeche Mode
Diary Of Dreams
Dernière Volonté
Diamanda Galás
Die Form
Diorama
Dive
Duran Duran
Echo & The Bunnymen
Einsturzende Neubauten
Fad Gadget
Fields Of The Nephilim
Foetus
Front 242
Front Line Assembly
Godspeed You Black Emperor!
Goethes Erben
Heróis do Mar
HIST
Ik Mux
Ikon
In The Nursery
Interpol
Jardim do Enforcado
Joy Division
Killing Joke
Klaus Nomi
Klimperei
Kraftwerk
Laibach
Lassigue Bendthaus
Leaether Strip
Les Tambours Du Bronx
Liars
Love and Rockets
Love is Colder Than Death
Mão Morta
Marc Almond
Merzbow
Minimal Compact
Ministry
Momus
Muslimgauze
My Bloody Valentine
My Dying Bride
Negativland
New Order
Nick Cave
Nitzer Ebb
Numb
Ode Filípica
Of The Wand And The Moon
Oingo Boingo
Old Time Relijun
Oneida Orchestral Manouevres In The Dark
Ordo Rosarius Equilibrio
Pascal Comelade
Peter Murphy
Pig
Pigface
Plaztik Leiria Bomberz
Poesie Noir
Pop Dell’Arte
Pride And Fall
Printed At Bismark’s Death
Project Pitchfork
Psychic Tv
Public Image Limited
Q And Not You
Qntal
Rechenzentrum
Red Lorry Yellow Lorry
Rosa Crvx
Section 25
Sex Gang Children
She Wants Revenge
Sieben
Siglo XX
Silke Bischoff
Silver Apples
Siouxsie and the Banshees
Sisters of Mercy
Sixth Comm
Skinny Puppy
Sleeping Dogs Wake
Smog
Snog
Soft Cell
Sol Invictus
Sonic Youth
Sopor Aeternus
Sparks
SPK
Steroid Maxiumus
Stormfagel
Suicide
Suicide Commando
Swans
Test Department
The Comsat Angels
The Cure
The Fall
The Grief
The Hafler Trio
The Klinik
The Legendary Pink Dots
The Meteors
The Mission
The Psychedelic Furs
The Residents
The Smiths
The Sound
The Triffids
This Heat
Throbbing Gristle
Tuxedomoon
Ultra Vivid Scene
Ultravox
Ulver
Vasilisk
Virgin Prunes
Visage
Voltaire
Vomito Negro
Von Magnet
Wire
Wiseblood
Wolf Eyes
Wolfgang Press
Woven Hand
Wumpscut
Xiu Xiu
Xmal Deutschland
Young Gods
Zone
Zoviet France
| | Sounds Like | Portuguese singing electrogoth postpunk something... | | Type of Label | None |
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| About BROTO VERBO |
Broto Verbo é a nova aventura musical de Carlos Matos (Clique aqui para saber mais) um ex-membro dos Ode Filípica (1989-1994) - uma das primeiras bandas industriais portuguesas. Trabalhando em vários projectos de índole alternativa, como Plebe Sindicatum, C&C Corporation, Clínica do Medo, The Sixth Sense Disease, Circo Errechis Céptico ou Plaztik Leiria Bomberz e editando/publicando sob o nome de Berço Estandarte (a sua identidade oculta durante anos), Carlos Matos faz agora a sua maior aproximação ao formato canção desde que começou a compor música em 1987!
O projecto Broto Verbo pretende juntar e equilibrar o espírito musical do punk/goth/electro/indie com a riqueza e poética abundância lexical da língua portuguesa...
Escuta e usufrui sem preconceitos!
Broto Verbo is the new musical adventure of Carlos Matos, an ex-member of Ode Filípica (1989-1994) - one of the portuguese industrial music band pioneers. Working in several both musical and performative total underground acts like Plebe Sindicatum, C&C Corporation, Clínica do Medo, The Sixth Sense Disease, Circo Errechis Céptico or Plaztik Leiria Bomberz and releasing/publishing under the name of Berço Estandarte (his occult id for years...), Carlos Matos is now making his most "songwriting" approach, since he began doing music back in 1987! Broto Verbo (native expression for "Sprout Word") aim to join the post punk/goth/electro/indie musical balance and spirit with the poetic lyricism of the portuguese powerful lexicon abundance and richeness... Disconnect to Construct! Come and Taste!
Não aceito comentários que não sejam estritamente relacionados com o projecto artístico Broto Verbo. Quaisquer outros assuntos, divulgações, ou comentários, deverão ser remetidos através do "mail". Muito obrigado.
I will do not accept non strictly Broto Verbo's comments. For any other issues, spreads, or comments, please use the "mail" link. Thank you very much.
CRUDE ESPESSO
Escrevo letras de improviso como se espasmos soltasse
Não há controlo, não há regra, não há trela que me cesse!
Solta-se a fúria à revelia na madrugada que espera
as mil memórias em pedaços na anarquia que impera.
Tento o escape pela noite porque o dia me tem preso.
Encontro o mar onde mergulho revolto e de crude espesso.
Fecho agora o meu passado e o presente a sete chaves.
No horizonte talho o espaço para voar como as aves…
Neste crude espesso são embargados os momentos
numa cruel lobotomia que me tira os sentimentos.
Crude espesso! Crude espesso!
Será que és mais macio do avesso?
E o vento forte que me beija traz veneno à mistura,
num gesto falso que me arrasa e que me priva de uma cura!
No quente de uma cama mordo a flanela que me agacha
e na almofada confidente encerro a vida numa caixa.
Se me quedo ao abandono definho como um vadio
prostrado numa lamacenta margem pérfida de um rio.
E para me querer erguer deste poço que me afoga
tenho que vencer esta vida que sempre me pôs à prova.
Neste crude espesso são embargados os momentos
numa cruel lobotomia que me tira os sentimentos.
Crude espesso! Crude espesso!
Será que és mais macio do avesso?
NEFASTO SISTEMA
Fétido rosto de pele enrugada,
passado repleto de falsa bondade.
Crivemos-lhe o peito dourado de balas
porque o seu tempo perdeu a validade.
(Marchemos!) No luxo vive a farta Monarquia!
(Unidos!) Da terra alheia vem o ouro que a cobre.
(Vençamos!) E o povo cego que se diz sobranceiro,
(Os tronos!) fomenta a história que de nada tem nobre.
O inimigo do meu inimigo
é certamente um potencial meu amigo!
E nesta Europa de Famílias Reais,
com privilégios e direitos inatos,
hasteia-se a bandeira da democracia,
como se fossemos todos mentecaptos
No meu Portugal que outros desdenham,
há muito que essa corja não existe!
Mesmo que ainda haja um foco saudosista
que nesse nefasto sistema insiste…
Marchemos! Unidos!
Vençamos! Os tronos!
CARTA DE APREÇO
Na janela dos meus olhos as cortinas não se fecham.
Na preguiça do meu sono há insónia em rebuliço.
E no cansaço que me açoita de memórias que magoam,
vence a raiva que em mim mora e me aprisiona num feitiço.
Ferve a água que me seca a sede que há na minha boca.
Lá de longe ecoa uma canção que entre nós era só nossa.
E no aperto da gravata que o nó prende ao pescoço,
irrompe o sangue que se solta e se acumula numa poça.
Eu não quero ir lá para fora!
Sozinho não consigo andar…
O tempo quanto demora
as rugas na pele desenhar?
Aqui sentado escrevo uma carta de apreço,
pela vida dolorosa que cavei e que mereço…
ALCOVA EM BRASA
Na minha alcova a luz é uma sombra
Que me aquece do frio que fende
E nela busco o brilho que alumia
O passo que me arrasta e me prende
Há um homem no canto do quarto
Munido de uma lanterna e um cajado
Como um carrasco que espera uma ordem
Mantendo-se gélido e calado
Na outra ponta uma senhora espreita
De olhar atento rompendo o vazio
Com uma mão segura numa vela
E com a outra protege o pavio
Vem de lá fora um trovão que apavora
Cujo ruído na parede racha
O susto que neste aposento paira
Tinge de fogo o ar como uma acha
Rebenta um corrupio entre as partes
De um lado e para o outro sem norte
A senhora com a vela cremada
E o homem a lutar contra a morte
A chama se apega na sua roupa
Consumindo o corpo em agonia
Do grito imenso que da voz se solta
Constata ser o seu último dia…
A senhora em tão dantesca visão
Perante o corpo que ali jazia
Ajoelhada em pranto pediu perdão
Assumindo o que ali acontecia
Da minha alcova em brasa eu me remeto
À descoberta do místico oculto
E se na sombra essa luz eu encontro
É porque na luz não passo de um vulgo…
UMA CENA DE AMOR
O acre sabor do vinil que a pele açambarca,
confisca-lhe a boca lasciva num beijo devasso...
No toque macio da borracha que o excita,
despreza o embate do chicote que o espanca…
Amarra o garrote nos ferros da cama que range,
prendendo-lhe os pulsos com vil rebeldia e astúcia…
Na dança frenética que a loucura suscita,
desnuda o corpo que o domina e abranda…
Sela a marca das unhas na tez luzidia
com a saliva que corre da língua insalubre e faminta…
E no abrigo que se abre ao prazer libertino,
deposita-lhe o falo que a açoita, desanca e fustiga…
Firme, abocanha-lhe os seios com tenacidade,
deixando os mamilos ensanguentados e tesos…
No pescoço rosado que aperta e com força estrangula,
traça o destino que ali logo se agiganta…
Sente no cóccix a lava pronta a ser expelida,
numa erupção eminente, branca e viscosa…
E nos lábios carnudos, mordiscados e entreabertos,
jorra o deleite divino que o expurga e liberta…
Sela a marca das unhas na tez luzidia
com a saliva que corre da língua insalubre e faminta…
E no abrigo que se abre ao prazer libertino,
deposita-lhe o falo que a açoita, desanca e fustiga…
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